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Verba da Caixa para aparelhar o Valle Verde ainda está longe de chegar



A liberação dos R$ 12 milhões prometidos pela CEF, há 3 anos, ainda depende da contração dos equipamentos e está sujeita à seleção

Verba da Caixa para aparelhar o Valle Verde ainda está longe de chegar

Da redação

Uma série de problemas que hoje aflige a Zona Norte de Araraquara, que compreende os novos núcleos habitacionais da região do Selmi Dei, poderia ter sido resolvida na época em que foram entregues as casas, há três anos, na gestão Marcelo Barbieri (MDB). Na época, a reportagem acompanhou a entrega das casas, que foram ocupadas, ainda sem a infraestrutura necessária para que o bairro seguisse seu rumo normalmente. Entre os políticos presentes à entrega dos imóveis, estavam deputados estaduais, federais, o então ministro Edinho Silva e alguns vereadores.  Entre os discursos feitos na ocasião, ressaltamos aqui o pedido que Barbieri fez ao então Ministro da Comunicação Edinho Silva (PT), para tentar junto ao governo Federal – Dilma Rousseff – liberar quase R$ 12 milhões para a construção de creche e posto de saúde, verba essa que a prefeitura já aguardava.
Mesmo após a entrega o Executivo não deixou de cobrar a verba para que a estrutura do bairro fosse completada. Marcelo deixou a prefeitura no final de 2016 e a verba que a Caixa deveria liberar não chegou.
As mesmas reclamações dos moradores do Valle Verde e adjacências ainda persistem na gestão atual, e tanto a Caixa como o governo Federal, continuam inertes diante do problema.
Mas a esfera política na cidade se inverteu, o antigo Ministro, hoje é prefeito e o antigo chefe do Executivo assumiu o cargo de secretário nacional de Relações Institucionais, vinculado à Secretaria de Governo da Presidência da República e, mesmo diante desse cenário, os R$ 12 milhões ainda não foram liberados.
A reportagem de o Imparcial já questionou o Executivo várias vezes a respeito das obras naquela região, e as respostas são sempre de que a Prefeitura vem trabalhando junto ao governo federal para recuperar os investimentos de R$ 12 milhões que a Caixa deveria ter liberado para que esses conjuntos habitacionais, financiados por ela, não tivessem sido entregues sem os equipamentos sociais necessários.
A reportagem questionou a Caixa Federal sobre o porquê da demora, ou se essa verba realmente viria para o município e a resposta, um tanto quanto contraditória, foi que:
“A Caixa Econômica Federal informa que, em março de 2018, o Ministério das Cidades autorizou, por meio da Portaria nº 210, o recebimento de propostas para edificação de equipamentos públicos para atender empreendimentos já contratados no âmbito do Programa Minha Casa Minha Vida – Faixa 1 – Recursos FAR, com foco em unidades de educação. A contração dos equipamentos está sujeita à seleção e, conforme disposto na Portaria nº 331 de 17 de maio de 2018, publicada no DOU em 18/05/2018, o prazo para apresentação de proposta foi prorrogado até 19/06/2018”.

Falta de empenho

A resposta da Caixa Econômica Federal demonstra falta de empenho e força política dos nossos representantes que, mesmo estando nas esferas mais altas do poder, não conseguem resolver esse impasse. Isso também ressalta um jogo de empurra empurra, onde não se encontra os responsáveis pela solução do problema que atinge milhares de famílias.

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