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Trabalhadores pautam desafios da citricultura paulista

Frente Parlamentar, coordenada pelo deputado Edinho, tem como objetivo formular um Plano Estadual para o setor

Representantes dos trabalhadores da colheita da laranja foram recebidos na manhã de ontem pelo coordenador da Frente Parlamentar da Citricultura, o deputado estadual Edinho Silva. Na pauta da reunião, os impasses hoje existentes no setor, a partir da perspectiva dos trabalhadores, e propostas para melhorias nas condições de trabalho e na relação com demais agentes envolvidos na cadeia produtiva.

Essa foi a primeira de uma série de reuniões propostas pela Frente da Citricultura. Depois dos trabalhadores, participarão de discussões semelhantes representantes do setor de produção, da indústria e pesquisadores. O objetivo final é a formulação de um Plano Estadual para o setor. “A Frente Parlamentar tem como tarefa aprimorar o diagnóstico da citricultura paulista, saber qual a situação hoje, qual a tendência e quais as medidas que a Assembleia pode propor ao Governo paulista para se antecipar aos problemas”, explicou Edinho.

De acordo com o deputado, há uma preocupação quanto ao esvaziamento da citricultura no interior do estado, devido especialmente às pragas. De acordo com o último levantamento realizado pelo Fundecitrus (Fundo de Defesa da Citricultura) entre os meses de maio e julho de 2010, o greening atingiu 38,8% dos talhões dos pomares paulistas. Em relação a 2009, o número corresponde a um crescimento de 56% do total de pomares afetados.

O levantamento mostrou que a Região Central do Estado de São Paulo, onde se localizam os municípios produtores de Araraquara, Itápolis, Ibitinga e Taquaritinga, era a mais afetada pela doença, com 61,7% de talhões contaminados e 3,5% de plantas doentes. “A laranja está migrando para outras regiões e até mesmo para outros estados, como o Nordeste. Se não formularmos um plano que dê conta das principais demandas do setor, com certeza teremos uma desorganização da economia do estado e o impacto quem sentirá será o trabalhador”, ressaltou o parlamentar.

Outro problema levantado por Edinho é a perda de terreno da laranja para outras frutas. O suco de laranja é a bebida à base de frutas mais tomada no mundo, com 35% de participação entre os sucos. Contudo, tem perdido participação para as outras frutas, com queda de 1,6% ao ano. A demanda mundial do suco de laranja registrou queda de 6% em 5 anos.

Trabalhadores

Dentre as principais pautas levantadas pelos representantes dos trabalhadores na reunião estão a sazonalidade, a precariedade nas condições de trabalho e a falta de garantias quanto às leis trabalhistas. A transparência da indústria também foi pautada, bem como a questão da mecanização. Participaram da reunião o secretário geral da Feraesp (Federação dos Empregados Rurais Assalariados do Estado de São Paulo), Aparecido Bispo, o representante do Sindicato dos Empregados Rurais de Bariri, Adão Aparecido Alves, o presidente do Sindicato dos Empregados Rurais de Itápolis, Antônio Boava e o diretor da Feraesp e presidente do Sindicato dos Empregados Rurais de Duartina, Abel Barreto. Também presente o assessor do deputado Antonio Salim Curiati, Hamilton Prado Alves.

Plano

O Plano Estadual da Citricultura buscará aumentar a competitividade internacional e tornar a atividade propulsora da justiça e de desenvolvimento social. “Vamos formular ações que garantam o crescimento sustentável da citricultura, uma das principais âncoras econômicas do nosso estado, mas com vistas também ao desenvolvimento social e humano, de respeito ao meio ambiente e ao trabalhador”, comentou Edinho.

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