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Tema “Identidade de Gênero” gera tumulto na sessão da Câmara Municipal

Membros de movimentos sociais protestaram e cantaram música com teor ofensivo ao vereador Buchechinha

Da redação
Em uma sessão tumultuada, os vereadores de Araraquara foram unânimes em apoiar o Plano Municipal de Educação (PME) com o substitutivo que excluiu o item 8.8, que tratava do termo “Identidade de Gênero”. Membros de movimentos sociais fizeram muito barulho, e chegaram a entoar uma música de teor ofensivo contra o vereador Buchechinha (SDD). “Ei Buchechinha vai chamar a polícia porque dar o c… é uma delícia”, gritavam.
Contrários à exclusão do item 8.8, os manifestantes ocuparam o plenário com o propósito de questionar os vereadores sobre quais seriam os motivos da retirada. Mesmo com o plenário lotado por populares e religiosos contrários ao item, alguns manifestantes interferiram na fala do pastor Wilson Porte Junior que falava sobre preconceito e respeito à opinião alheia e chamaram os presentes de ‘ovelhas’ do rebanho do pastor.
O vereador Buchechinha foi um dos alvos dos membros de movimentos sociais, apenas, porque vestia uma camiseta com a palavra ‘Família’. Uma manifestante chegou a chamá-lo de ‘escroto’ e, em seguida, pediu para o pastor Wilson retirar suas ‘ovelhas’ do plenário para que o povo pudesse entrar, como se as famílias presentes não fizessem parte da população araraquarense.
Tema polêmico
Os temas Discriminação e Preconceito foram abordados pelo pastor Wilson Porte Júnior que é credenciado pela Igreja Batista Liberdade. Ele começou dizendo que se dirigia a todas as pessoas de fé, e afirmou que o problema não é vivido apenas por um segmento da sociedade, por um grupo, seja ele religioso ou não, mas é o que se vê em todos os grupos, como fruto de ignorância.
Wilson lembrou os conflitos vividos nos últimos dias, iniciados por conta de um comercial de perfume com casais homossexuais, crucificados na parada gay e a guerra virtual. “A criação de extremos é prejudicial e destruidora da sociedade, e nesse cenário fica a impressão que só temos duas opções: ou seremos fundamentalistas e rabugentos, ou progressistas que abraçam todo tipo de amor”, disse, completando que “como cristãos entendemos que o respeito a todas as pessoas seja um conceito básico”. Para Wilson, a população tem o direito de cobrar o que tem como preceitos e conceitos de fé, e a escola pode muito, mas não pode tudo. A educação sexual seria papel dos pais.
Ele defendeu a família tradicional e que as escolas não digam o que os nossos filhos tem que ser. “Desestruturar a família, destrói a sociedade”, finalizou.
A população se divide em homens e mulheres, não em homossexuais e heterossexuais
Credenciado por Grupo de Cidadãos Eleitores do município de Araraquara, Sylvio Zabisky Neto também discorreu na Tribuna Popular, em defesa da erradicação do item 8.8 do PME para o decênio 2015/2025. Zabisky apresentou um abaixo assinado contendo 4.000 assinaturas validando sua intervenção e, através de um vídeo, mostrou a realidade de sua explicação, citando no início o livro do espanhol Jorge Scala “Ideologia de Gênero – Neototalitarismo e a Morte da Família”, em que o autor adverte que “não se deve falar de gênero quando nos referimos a pessoas, mas simplesmente de sexo. Gênero é um conceito ideológico que tenta anular as diferenças e aptidões naturais de cada sexo”, explicitando ainda que “a população se divide em homens e mulheres, não em homossexuais e heterossexuais, pois esta última classificação é perigosa e tende a colocar no mesmo nível uma anormalidade (o homossexualismo) e a normalidade sexual, como se tudo fosse mera questão de legítima opção”. Com relação à Ideologia de Gênero é importante citar que defende esta a tese que a criança nasce sem um sexo definido. Quando a criança nasce não deve ser considerada do sexo masculino ou sexo feminino; depois ela fará esta escolha. A Ideologia de Gênero estabelece que o homem e a mulher não se diferem pelo sexo, mas sim pelo gênero, e este não possui base biológica. Considerou Zabisky a existência de uma tentativa de afirmar a todas as pessoas que não existe uma identidade biológica, muito embora a Ideologia de Gênero não seja teoria de defesa dos homossexuais, mas insistiu na destruição da família, que tem amostragem televisiva, pois ninguém sabe quem é o pai do Chaves e da Chiquinha. Sintetizou ainda a necessidade de se respeitar as diferenças, e principalmente que a juventude precisa não de ideologia de gênero, mas sim sentido da vida.

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