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Sindicalistas questionam saúde pública na Tribuna Popular

Representantes do Sismar criticam denúncias contra médicos e extinção da CEI

Os sindicalistas Valdir Teodoro Filho e Marcos Zambone, presidente e vice-presidente do Sindicato dos Servidores Municipais de Araraquara e Região (Sismar) utilizaram a Tribuna Popular na sessão ordinária de ontem (23), para questionar as denúncias contra médicos da rede pública e a extinção da Comissão Parlamentar de Inquérito (CEI) que investigaria a questão.
Zambone se disse “indignado” pelo que considera “falta de respeito com os médicos com denúncias sobre eles”. De acordo com o sindicalista, “os médicos foram todos condenados, colocados todos no mesmo balaio; se há irregularidades, é preciso investigar e apurar, a hora de investigar é agora”.
O vice-presidente do Sismar observou que disse Zambone. “a questão da saúde é mais abrangente; temos uma UPA fechando e já foram fechadas as Salas de Estabilização do Selmi Dei e do Vale do Sol, os médicos trabalham, têm famílias e filhos, não se pode generalizar, é uma pena que a CEI morreu na praia”.

Demonização
Para Teodoro Filho, há problemas de ineficiência na rede básica e a denúncia desencadeou um processo de “demonização” da categoria. “Na denúncia, o vereador não separou o joio do trigo ao não separar os profissionais da rede básica e da UPA”. Quanto aos atestados que resultaram em 2,3 mil horas de ausência do trabalho em 2013, frisou que “falta abonada é um direito”.
O sindicalista ressaltou que “se há relapsos, precisam ser investigados”. O Sismar, segundo ele, aguarda a posição do Conselho Regional de Medicina (Cremesp) para esclarecer aspectos éticos referentes à atuação dos médicos. “O povo está sofrendo e a Prefeitura permite que os médicos se demitam e não repõe os profissionais demitidos”, concluiu.
Autor das denúncias, o vereador Aluísio Braz, Boi (PMDB), afirmou não se arrepender de nada. “Ninguém questionou o fato de a população ter ficado sem médicos. Os vereadores não se preocuparam com a população”, disparou. “O Sismar deveria pedir para os médicos não faltarem” e destacou que o número de atestados apresentados caiu de 23 em setembro de 2013 para 1 no mesmo período deste ano. “A maioria dos médicos é bom, mas os ruins estão afetando muito a população”, completou.

CEI
O vereador Rodrigo Buchechinha (SDD) disse que a Câmara se preocupa, sim, com a população, tanto que ele próprio convocou uma audiência pública para discutir os problemas da Saúde sem que ninguém do Executivo comparecesse. “Agora, vamos convidar por ofício”. Buchechinha lembrou que após a audiência, a Prefeitura recuou e manteve a ambulância do SAMU que seria retirada.
De acordo com ele, a CEI serviria para esclarecer a situação e verificar quem está certo e quem está errado. O vereador apontou que a culpa pelo não prosseguimento da CEI “não é culpa do Dr. Helder; eu culpo os demais, porque somos 18 e haveria possibilidade de nomear outros vereadores”.
Dr. Helder (PPS), que retirou a assinatura do requerimento que criava a CEI, justificou a iniciativa dizendo que a falta de interesse dos demais colegas em compor a Comissão, e o parecer jurídico apontando que um médico não deveria participar foram os fatores que o levaram a rever sua posição”.

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