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Saída de Cardozo enterrará o mantra ‘o PT deixa investigar’

O discurso é usado por petistas de uma maneira geral para se defender de acusações de corrupção

José A C Silva
O ministro Edinho Silva em entrevista, em 2013, falou a este jornal que o PT deixa investigar. “Antes ficava tudo engavetado, o PT deu autonomia a Polícia Federal, futuramente a presidente Dilma Rousseff vai ser lembrada como Getúlio Vargas”, disse Edinho. Praticamente todos os petistas têm este discurso na ponta da língua. “Essa é a grande diferença da nossa administração em relação ao PSDB”, disse Dilma. Embora seja uma meia verdade, o discurso, repetido como um mantra pela presidente Dilma Rousseff na campanha de 2014, e usado por petistas de uma maneira geral para se defender de acusações de corrupção, agora foi implodido com a confirmação da saída de José Eduardo Cardozo da pasta.
O ministro da Justiça, como se sabe, é alvo preferencial do PT por não “controlar” a Polícia Federal. Consta que a pressão chegou a níveis insuportáveis na semana passada, com a Lava-Jato no calcanhar de Lula.
O movimento pela saída de Cardozo seria articulado pelo deputado Wadih Damous, do PT do Rio. Damous costuma comparar a Lava-Jato ao fascismo; a relacionar delações premiadas a sessões de tortura. A postura fez com que ele caísse nas graças de Lula, que o levou ao Congresso (Damous fora eleito suplente). Na Câmara, o deputado comanda a defesa do ex-presidente. A presidenta Dilma Rousseff decidiu aceitar o pedido de demissão do ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo. Ele será substituído pelo ex-procurador-geral da Justiça da Bahia Wellington César Lima e Silva. Cardozo não deixará o governo, já que assumirá a Advocacia-Geral da União. As mudanças foram confirmadas em nota oficial divulgada pela Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República.

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