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Ricardo Pessoa da UTC diz que repassou R$ 3,6 milhões ao PT

Em delação premiada, ex-presidente de empreiteira afirma ter repassado milhões em caixa 2 para os tesoureiros do PT

• Da redação
O ministro Teori Zavascki, do Supremo Tribunal Federal, homologou na semana passada, o acordo de delação premiada de Ricardo Pessoa, dono da construtora UTC. Ele é apontado como líder do suposto cartel de empresas que combinavam preços e fraudavam licitações da Petrobras. No acordo de delação, Ricardo Pessoa se comprometeu a devolver parte dos recursos desviados e a colaborar com informações em troca de redução na pena. Nos últimos meses, Pessoa pressionou os donos do poder, por meio de bilhetes escritos a mão, a ajudá-lo a sair da cadeia e livrá-lo de uma condenação pesada. Ao mesmo tempo, começou a negociar com as autoridades um acordo de delação premiada. Foi Pessoa quem disse que o Ministro da Secretaria de Comunicação Social, que na época era Tesoureiro da Campanha à reeleição de Dilma Rousseff, Edinho Silva estava preocupado. Ele ficou preso em Curitiba por cinco meses e, atualmente, está em prisão domiciliar em São Paulo.
Ricardo Pessoa detalhou em depoimento de delação premiada que repassou R$ 3,6 milhões de caixa dois para os ex-tesoureiros da campanha da presidente Dilma Rousseff, em 2010, José de Filippi e o ex-tesoureiro nacional do PT, João Vaccari Neto, entre 2010 e 2014. Ele entregou aos investigadores uma planilha intitulada ‘pagamentos ao PT por caixa dois’ que relaciona os ex-tesoureiros a valores. Na planilha, o delator relacionou o pagamento de R$ 2,9 milhões à Vaccari.
A Revista Veja disponibilizou na web uma lista, onde em cinco dias de depoimentos prestados em Brasília, Pessoa descreve como financiou campanhas e distribuiu propinas. Ele disse que usou dinheiro do ‘petrolão’ para bancar despesas de 18 figuras coroadas da República. Foi com a verba desviada da estatal que a UTC doou dinheiro para as campanhas de Lula em 2006 e de Dilma em 2014. Foi com ela também que garantiu o repasse de R$ 3,2 milhões a José Dirceu, uma ajudinha providencial para que ele pagasse suas despesas pessoais. A UTC ascendeu ao panteão das grandes empreiteiras nacionais nos governos do PT. Ao Ministério Público, Pessoa fez questão de registrar que essa caminhada foi pavimentada com propinas em altas somas.

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