Selecione a página

Reunião no MP define rumos da CEI

Foco da CEI estará centrado nas denúncias de recebimento de propinas e desvios de recursos públicos

Hamilton Mendes

Ajustar o foco e definir os próximos passos. Esse foi o saldo principal da primeira reunião entre vereadores membros da Comissão Especial de Inquérito (CEI) e os promotores e o delegado federal, envolvidos nas investigações do caso Napeloso, realizada no final da tarde de ontem.

“O encontro foi bastante esclarecedor e positivo. Ficou claro para todos nós que acertamos na implantação da CEI, e temos a certeza de estarmos no caminho certo”, avaliou o presidente da Comisão, vereador Donizete Simioni.

Criada na Câmara Municipal para apurar as denúncias de corrupção e irregularidades no Poder Público decorrentes do caso Napeloso, a Comissão Especial de Inquérito deu ontem seus primeiros passos efetivos, quando seus membros foram recebidos na sede do Ministério Público pelas autoridades diretamente envolvidas nas investigações do esquema que abalou a cidade.

“Os promotores e o delegado federal elogiaram nossa iniciativa e entendem que os objetivos da CEI não são conflitantes com as investigações em curso”, explicou Simioni ao jornal O Imparcial logo após o final do encontro.

De acordo com ele, a Polícia Federal e o Ministério Público se dedicam a trabalhar em cima das acusações de crime eleitoral e enriquecimento ilícito do ex-vereador Ronaldo Napeloso, enquanto a Comissão Especial de Inquérito tem como foco outras frentes mais específicas.

“Nosso foco está centrado em apurar e desvendar as denúncias de cobrança de propina para aprovação de projetos na Secretaria de Desenvolvimento Urbano, cobrança de propina para a doação de áreas, além das denúncias de desvio de recursos públicos, dentre outros”, explicou.

Colaboração

Sobre os resultados efetivos da reunião com os promotores públicos Herivelto de Almeida e Raul de Mello Franco Júnior, e com o delegado Nelson Edilberto Cerqueira, Simioni destacou o alto grau de colaboração que haverá entre todos.

De acordo com ele, os membros da comissão conversaram bastante com as autoridades sobre a documentação já existente no inquérito da Polícia Federal, e o delegado explicou que considera prudente não abrir a papelada por enquanto.

“Ele nos disse que as investigações ainda estão em curso, e caso os documentos viessem a público agora poderiam prejudicar pessoas e setores da sociedade que ainda estão na mira da polícia, mas que podem deixar de ser investigadas, caso se comprove a inocências delas”, destacou.

Simioni lembrou ainda que as ações das autoridades estão em fase de sigilo de justiça, ressaltando que a CEI terá acesso aos documentos no momento oportuno. “O trabalho da polícia é realizado por etapas, e assim que se concluir cada uma delas os documentos serão liberados a nós”, afirmou.

“Estou cada vez mais orgulhoso e certo de que estamos no caminho certo. A instalação da CEI era necessária, e a cidade será outra, bem melhor, depois dela”, afirmou ao O Imparcial o vereador Geicy Sabonete, membro da Comissão de Inquérito.

Últimos Vídeos

Carregando...

Charge

Publicidade

Publicidade

Arquivos

Publicidade