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Psicólogo pede mais especialistas e incentivo aos ambulatórios de saúde mental

O psicólogo clínico, João Paulo do Prado Rodrigues, usou a Tribuna Popular da Câmara Municipal de Araraquara, durante a 25ª Sessão Ordinária, para abordar a importância da manutenção e implementação dos ambulatórios em saúde mental na cidade. Rodrigues falou sobre sofrimento mental, sobre ansiedade, depressão, neuroses e psicoses. “Trabalhamos com pessoas que apresentam sintomas graves […]

Ele pediu a colaboração dos vereadores para que “ajudem no que puderem aos ambulatórios a voltarem a ser como eram”

O psicólogo clínico, João Paulo do Prado Rodrigues, usou a Tribuna Popular da Câmara Municipal de Araraquara, durante a 25ª Sessão Ordinária, para abordar a importância da manutenção e implementação dos ambulatórios em saúde mental na cidade.

Afirmou ser um “mentaleiro” por opção e vocação. “Mentaleiro, de mental. Foi a minha geração que ocupou a praça com os pacientes psiquiátricos para pedir o fechamento dos manicômios, que na época praticavam tratamentos desumanos”, disse, lembrando que as verbas gastas com os pacientes, na sua ótica, não se reverteram à saúde mental pública nos novos mecanismos: hospitais, Caps e ambulatórios.

Rodrigues falou sobre sofrimento mental, sobre ansiedade, depressão, neuroses e psicoses. “Trabalhamos com pessoas que apresentam sintomas graves das depressões existenciais e que muitas vezes pensam em suicídio. Elas necessitam do psiquiatra, do medicamento e do psicólogo com o “remédio” de escuta e intepretação nas sessões para a readaptação do equilíbrio mental”.

Apontou que o problema é que todos os ambulatórios no Brasil têm sofrido com a falta de recursos humanos e um “desinvestimento” em especialistas.
Uma redução do número desses médicos e outras especialidades no Sistema Único de Saúde (SUS) complica o atendimento, pois as filas de espera só aumentam, uma vez que nos últimos 20 anos a população de Araraquara dobrou e o quadro de profissionais de atendimento especializado foi reduzido a menos da metade.

O psicólogo apresentou dados e informou que o Centro Referência Ambulatório de Saúde Mental do Adulto (CRASMA), que atendia 84 pacientes por dia, hoje faz apenas 24 consultas. Eram 6 psicólogos e agora somente 2 estão atendendo.

“Gostaria de entender por que não repor ao menos as aposentadorias e os pedidos de demissão, que a meu ver, já estão no orçamento do município”, questionou.
Pediu a colaboração dos vereadores para que “ajudem no que puderem aos ambulatórios a voltarem a ser como eram”.

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