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Promotor afirma que João Farias não é investigado pela justiça

Áudios divulgados ontem são antigos e não compõem pacote de grampos que integram investigação

Hamilton Mendes

O presidente da Câmara Municipal, vereador João Farias, não está sendo investigado pela justiça, e em momento algum chegou a ter seu nome cogitado pelo Ministério Público (MP) para ser indiciado no caso Napeloso. A informação foi passada à reportagem do O Imparcial pelo promotor Helivelton de Almeida, responsável pelo andamento dos trabalhos na justiça.

De acordo com o promotor, o áudio divulgado ontem – em que João Farias é citado pelo ex-coordenador do Desenvolvimento Urbano, Ademir Palhares, e sua ex-secretária, Adriana Celia Dias -, é do conhecimento da Polícia Federal e do Ministério Público desde o início das investigações, mas o material é velho, inconsistente e seu conteúdo não foi incorporado aos grampos que integram a investigação.

“Não existe qualquer investigação contra o presidente da Câmara. O áudio é de duas pessoas que estavam sendo monitoradas falando de alguém de quem elas não gostam, como quem em um desabafo. Não há nada a ser apurado, principalmente porque os trechos não integram a investigação e não estão sob sigilo”, disse.

Ainda sobre o assunto “grampos”, o doutor Helivelton confirmou à reportagem que a justiça e a Polícia Federal se debruçaram por muito tempo sobre inúmeras escutas, mas garantiu que nada foi encontrado que comprometesse João Farias.

O presidente da Câmara, aliás, mostrou-se bastante empenhado nas últimas horas em derrubar a credibilidade das denúncias feitas pela ex-secretária de Mimi, pedindo através de ofício que a justiça eleitoral permitisse a ele o acesso a transcrição dos grampos realizados pela PF durante as investigações.

O Imparcial apurou, no entanto, que a solicitação foi indeferida pelo juiz responsável pelo caso, doutor Marco Aurelio Bortolin no final da tarde de ontem. O magistrado justificou a medida explicando que nem todas as escutas estão transcritas, e que boa parte delas ainda integra o material em processo investigatório.

Falando por telefone com a reportagem na noite de ontem, João Farias ratificou o desejo de ser chamado pela CEI. “Quero ser ouvido na CEI, quero que o Mimi seja intimado e todos aqueles que têm algo a dizer. Quem não deve, não teme. A CEI tem de continuar seu trabalho, doa a quem doer”, falou.

Desmembramento

Quanto ao atual estágio da investigação do caso Napeloso, o doutor Helivelton de Almeida revelou a reportagem que por determinação do doutor Marco Aurélio Bortolin, os inquéritos – que envolvem três Secretarias Municipais – serão desmembrados na justiça. O pedido partiu do delegado federal, doutor Nelson Edilberto Cerqueira, e se justificaria devido ao surgimento de novas informações que encorparam ainda mais alguns dos casos sob investigação.

“Vamos unificar as investigações quanto ao pagamento de propinas, enriquecimento ilícito e formação de quadrilha, na liberação e aprovação de projetos, habite-se e na doação de áreas e liberação de alvarás, ocorridos nas Secretarias de Desenvolvimento Urbano e Desenvolvimento Econômico. Esse inquérito será desmembrado daquele que corre na Secretaria da Agricultura”, explicou.

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