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Pressão para encerrar CEI é grande, e decisão pode ficar para o próximo ano

Pressão para encerrar CEI é grande, e decisão pode ficar para o próximo ano

Instalada depois de uma intensa queda de braço envolvendo, de um lado o governo e de outro, parlamentares independentes e oposicionistas, a Comissão Especial de Inquérito (CEI) já mostrou a que veio, calou os críticos e mostrou-se de grande importância, até mesmo para que a população tome conhecimento de como vinha funcionando, nos últimos anos, as entranhas do poder na cidade.

A CEI, por exemplo, trouxe à tona a existência de um esquema no interior da Prefeitura para facilitar o processo de doação de áreas, bem como, de um grande escritório de engenharia dentro da Secretaria de Desenvolvimento Urbano, onde quase todos, entre desenhistas, coordenadores e até o alto escalão da Pasta, desenvolviam e assinavam projetos, cobrando por fora.

Foi através da comissão, inclusive, que a cidade tomou conhecimento das declarações prestadas por empresários – alguns deles confirmando terem sido abordados durante a negociação para liberação e áreas -, e de Adriana Celia Dias, ex-secretária de Ademir Palhares, o Mimi, que logo no início do escândalo Napeloso, depôs na Policia Federal e no Ministério Público.

O momento vivido pela CEI, porém, é bastante delicado, principalmente devido às acusações dirigidas por Adriana contra alguns vereadores, bem como a funcionários graduados do governo, como a secretária do Desenvolvimento Econômico, Alessandra de Lima, e ao presidente do DAAE, Guilherme Soares.

Por tudo isso, e claro, pelo desgaste causado pelas constantes revelações surgidas na CEI, é que o governo se movimenta pelos bastidores para colocar um fim na vida da comissão. A ideia é não permitir que ela consiga prorrogar seus trabalhos.

E para isso, os apoiadores da tese lançada pelo governo têm uma carta na manga. É que, de acordo com o Regimento Interno da Câmara, para que uma CEI possa passar de um ano legislativo para outro, a autorização de prorrogação deve passar pelo plenário, necessitando de 6 (seis) votos para ser obtida. O número é exatamente o mesmo que foi necessário para implantar a CEI.

A dúvida, agora, é saber se todos os vereadores que assinaram o requerimento que permitiu a instalação da Comissão Especial de Inquérito (CEI) na Câmara manterão seus respectivos votos em favor da prorrogação dos trabalhos.

A continuidade da CEI é uma ótima oportunidade para tirar a limpo a vida pública de Araraquara na atualidade, e hoje, logo mais às 10 horas da manhã, os integrantes da Comissão estarão reunidos para decidirem o que será feito dela.

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