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PRB de Araraquara expulsa Renato Haddad



Secretário tem três dias para recorrer da decisão, mas pode perder condição de suplente na Câmara

Hamilton Mendes

A direção local do PRB decidiu, no início da semana, expulsar Renato Haddad de seus quadros, e o atual secretário municipal da Cultura já foi oficialmente comunicado sobre o fato. A partir da notificação, Haddad terá três dias para encaminhar apelação a Executiva estadual do partido e tentar reverter à situação. Atualmente ele ocupa a 1ª suplência do PRB na Câmara.

A decisão de expulsar Haddad saiu de uma reunião da Executiva municipal do PRB realizada na noite da última segunda-feira, quando seus quatro integrantes discutiram detalhadamente o caso. Participaram do encontro, o presidente da Executiva local do partido, o advogado Marcelo Lopes, o vice-presidente, vereador João Farias, o secretário Leandro Guidoli, e o tesoureiro Edo Ferro.

Registrada em ata, a reunião produziu um documento discriminando passo a passo a celeuma envolvendo a direção local do PRB e o secretário da Cultura, iniciada 60 dias atrás, no dia 30 de agosto, quando a Executiva local decidiu romper com o prefeito Marcelo Barbieri, desembarcando da base de apoio ao governo. Barbieri foi oficialmente comunicado da decisão três dias depois, e por carta.

Tomada a decisão, os dirigentes do PRB decidiram aguardar o dia de ontem para fazer a comunicação ao secretário da Cultura, e a missão ficou a cargo de Rafael “da Vila”, também suplente de vereador pelo partido. Dissidente do PT, partido por quem disputou a vereança em 2008, Rafael procurou Haddad na sede da Secretaria da Cultura, entregando-lhe o oficio do partido.

A reportagem do O Imparcial teve acesso ao documento, que além de descrever o problema envolvendo as duas partes, aponta que Haddad teria infringido o artigo 58, alínea “e”, do estatuto do PRB, o que justiçaria sua expulsão.

Perda de direitos

Conversando com dirigentes da Executiva local do PRB, a reportagem do O Imparcial apurou que mesmo recorrendo em São Paulo da decisão da Executiva local, Renato Haddad não conseguiria efeito suspensivo da medida, e continuaria tecnicamente expulso do partido. A única seara capaz de reverter a decisão é mesmo a Executiva estadual do PRB.

A reportagem apurou ainda que a direção local do partido deve encaminhar nas próximas horas oficio à justiça eleitoral informando sobre a expulsão de Renato Haddad, o que, na prática, pode resultar na sua substituição como 1º suplente da agremiação na Câmara, posto que passaria a ser ocupado pelo atual 2º suplente, Leite “do Bombeiro”.

A “briga” entre a Executiva do PRB e Renato Haddad se arrastou por dois meses, período em que os dois lados se manifestaram várias vezes em público. Forças politicas da cidade também se envolveram na pendenga, e enquanto João Farias chegou a se deslocar para São Paulo, e até Brasília – exigindo fidelidade do ex-secretário -, ele próprio chegou a ser procurado por gente das altas instâncias do partido, que tentaram acomodar a situação por aqui.

Haddad, por sua vez, nunca escondeu de ninguém que continuaria na base de apoio ao prefeito, afirmou aos quatro ventos que não deixaria a Pasta da Cultura, e deixou a situação por conta das altas esferas da agremiação.

O problema, e as interferências externas, incomodaram bastante ao grupo de João Farias, que depois de aguardar muito tempo por uma comunicação oficial da Executiva estadual – ou mesmo da direção nacional do PRB -, que ratificasse a decisão local de rompimento com o prefeito Marcelo Barbieri, decidiu radicalizar, e usar a força do estatuto para colocar, ao menos por enquanto, um ponto final na situação.

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