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Oposição se cala diante de esclarecimentos do superintendente do DAAE

Suze Timpani
Na sessão na Câmara dessa terça-feira (18), onde o superintendente do DAAE, Guilherme Ferreira Soares, compareceu para dar esclarecimentos aos questionamentos dos vereadores oposicionistas, muitos esperavam uma “pegada” mais forte, o que não houve.
Na sessão anterior, a vereadora Juliana Damus (PP) fez uma intervenção, afirmando que não iria nem dizer o que pensava sobre Guilherme, o que fez com que alguns pensassem que a edil teria uma carta na manga, que poderia colocar o superintendente em uma ‘saia justa’.
Mas ela se limitou a fazer perguntas sobre a transferência dos encargos das praças e do lixo, que teriam onerado o DAAE em demasia. Também questionou sobre as 16 câmeras de monitoramento da Estação de Tratamento de Esgoto que estão paradas há quase três anos, depois que foram queimadas por um raio.
Durante a fala do vereador João Farias (PRB), ouviu-se de alguns coordenadores que estavam sentados no plenário um suspiro maior e certa apreensão. E alguns disseram: “nossa lá vem”, aguardando uma inquisição maior, o que também não aconteceu. Houve uma tentativa de colocar o superintendente como um chefe que não dialoga com seus funcionários e que precisaria estabelecer uma melhor relação.
Redução no consumo de água
Farias também achou uma aberração o dirigente trazer para a Câmara que o DAAE enfrenta dificuldades pelo fato de que a cidade diminuiu o consumo de água em 20%, diminuindo assim a arrecadação. E questionou que com os aumentos de encargos talvez em um futuro próximo a autarquia seja vendida.
Guilherme respondeu a Farias que não gosta de mexer em feridas antigas, pois isso não resolve problemas, mas lembrou sobre “passar encargos para o DAAE”, que isso também acarreta problemas, como quando João entrou com um pedido na justiça da extinção da taxa do lixo. “Essa extinção tirou recursos do DAAE, o que já era pouco ficou menor, ficamos com uma arrecadação de R$ 120 mil/mês e com encargos de mais de R$ 1 milhão, na época o senhor achou que precisa melhorar e acontecer, mas enfim estamos tocando o barco”, disse Guilherme.
Para Simioni (PT), um laudo da SETESB atestando a pureza da água tratada pela ETE, era sinônimo de boa qualidade. Guilherme respondeu que esse laudo sairia rapidamente, pois todos já sabem que estamos um pouco abaixo do padrão necessário e está todo mundo a par, inclusive a SETESB, e que visualmente não se consegue definir a situação da água, pois cada hora tem uma cor.
E novamente o superintendente que não gosta de lembrar-se do passado, disse que na gestão Edinho foi transferido para a empresa três serviços – Coordenadoria de Meio Ambiente, Acácias e o destino final do lixo -, e a empresa também não tinha verba para suprir. Sobre os aeradores parados, o coordenador do setor disse que eram manutenções programadas.
Agora quanto ao funcionamento da usina, que funcionários dizem que “nunca funcionou” e isso pode ser visto pela lagoa de 4 metros de profundidade cheia de lodo seco, que ao que parece vai precisar de uma retroescavadeira para ser limpa, o responsável disse que faz apenas 30 dias que está parado, pois a “rosca extratora de lodo seco” precisa ser refeita completamente.
Mas, ao final todos ficaram contemplados com as respostas do superintendente e os olhos do “blocão” se voltaram novamente para as câmeras de monitoramento da cidade, tanto que já enviaram um requerimento com questionamentos a ser respondido pela prefeitura. Vale ressaltar que quando o secretário de Segurança Orlando Mengatti Filho, foi à Câmara Municipal para uma reunião para responder as perguntas dos vereadores, a oposição se recusou a participar.

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