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Mais de 700 servidores participam de assembleia em frente à Câmara Municipal

Grupo decidiu trabalhar com roupas pretas em sinal de protesto

Suze Timpani
A assembleia dos servidores públicos municipais que teve início às 18h dessa terça-feira (27), em frente à Câmara Municipal, trouxe consigo segundo a Polícia Militar, 500 trabalhadores, mas as assinaturas que o SISMAR recolheu já somavam quase 700 pessoas presentes.
Paralelamente à assembleia acontecia a sessão da Câmara que contou com um grande aparato policial tanto Militar como da Guarda Civil Municipal. Os servidores que participavam da assembleia foram impedidos de entrar na Câmara até mesmo para tomar água.
Segundo o presidente da Casa de Leis Elias Chediek, o prédio é tombado e não é seguro que exceda a capacidade de pessoas, portanto o bombeiro será chamado nessa quarta-feira (27) para que faça uma inspeção e avalie o local.
Agradecimento
O vereador João Farias (PRB), em sua fala de comemoração a seu aniversário, disse que não tem nada contra os comissionados, apenas é contrário às atitudes que o Executivo faz com eles tomem como, por exemplo, chegarem antes do horário para tomarem os assentos do plenário, deixando os servidores concursados para fora.
Mas, enquanto acontecia a sessão, os vereadores da bancada do PT, Donizete Simioni, Gabriela Palombo e Édio Lopes, além de João Farias (PRB), decidiram se retirar do local, em protesto aos servidores que não podiam entrar na Casa de Leis. Eles foram acompanhar a assembleia do lado de fora.
O vereador Rodrigo Buchechinha (SDD) continuou na Câmara, mas não fez seu pequeno expediente, pois a sessão foi encerrada logo após a aprovação dos projetos na pauta do dia. O edil disse à reportagem que gostaria muito de falar sobre CPI na Câmara, pois pelo o que ele percebe nada funciona sem CPI.
Na assembleia ficou deliberado que o estado de greve continua e na quinta-feira (28), às 18h, em frente à Câmara Municipal, uma nova assembleia acontecerá para decidir os próximos passos dos servidores que a partir de hoje trabalharão de preto em sinal de luto.
Para o diretor do SISMAR, Marcelo Roldan, não é possível deflagrar uma greve ou tomar decisões mais radicais com 10% de servidores presentes em assembleias. “É necessário que os funcionários públicos compareçam para nos dizer o que querem, depois não adianta ir ao Sindicato e dizer que a culpa é nossa, todos temos que fazer a nossa parte”, concluiu o sindicalista.

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