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Funcionários públicos correm risco de ficar sem receber salário



Servidores comentam em redes sociais que estão temerosos quanto ao dissídio coletivo deste ano

Funcionários públicos correm  risco de ficar sem receber salário

Da redação

Em entrevista ao O Imparcial, no último sábado (28), o ex-prefeito Marcelo Barbieri (MDB), afirmou que a prefeitura não teria caixa para fazer o pagamento do funcionalismo público.

Muitos funcionários comentam nas redes sociais que com a proximidade da data do dissídio coletivo o Executivo poderá não atender ao reajuste de salário, pois, segundo a Prefeitura, as dívidas são muitas e várias delas seriam herdadas da antiga gestão.
Barbieri afirmou ainda que o aumento brutal no IPTU “deu um furo no caixa”, drenando recursos, sem contar outros gastos na atual gestão que, ele acredita serem desnecessários nesse momento de crise.

Erros do passado

Em resposta a fala do ex-prefeito, a assessoria de imprensa da Prefeitura afirma que “a atual administração tem se empenhado para corrigir erros do passado, procurando honrar pagamentos das dívidas herdadas, como por exemplo, as dívidas com fornecedores, despesas em dia com folha de pagamento, e honrando compromissos tributários, inclusive da gestão anterior, como determina a boa prática de gestão pública”.

O que diz o Sindicato

Segundo um dos membros do Sindicato dos Servidores Municipais de Araraquara e Região (SISMAR), a Prefeitura de Araraquara desrespeita servidores e sindicato pelo segundo ano consecutivo, pois sequer compareceu ao Ministério do Trabalho para as mediações da data base da categoria, enviando apenas um ofício afirmando não poder comparecer à Gerência Regional do Trabalho, pois foram avisados em cima da hora. Afirma ainda que a gestão Edinho Silva, não responde oficio, não comparece. “O prefeito não participa de nenhuma tratativa, não envia prepostos para discutir e, quando envia, as pessoas vão sem nenhum poder de decisão”.
O sindicalista afirma ainda que o Sismar já tem pronta toda a análise financeira para poder passar para a Prefeitura e também para os servidores, mas, que infelizmente, estão às vésperas da data base e não tem resposta para nenhum dos itens, e que ainda esperam a boa vontade do Executivo em responder suas demandas.
Em resposta, a prefeitura diz que “a atual administração tem mantido constante diálogo com os servidores, seja por meio do Comitê de Gestão Democrática, instituído pelo prefeito Edinho, seja no diálogo constante com o Sismar, que na atual gestão é reconhecido como legítimo interlocutor dos servidores públicos, o que não acontecia no passado recente”.

Cobrança

Que a situação da Prefeitura não é das melhores, isso é fato corrente na cidade e também clara nas falas do prefeito, fato esse confirmado pelas cobranças enviadas a quem não pagou as primeiras parcelas do IPTU de 2018. Deixando claro que precisa de dinheiro para suprir seu caixa.
Uma informação dada por um funcionário que preferiu não se identificar dá conta que 55 mil cartinhas de cobranças foram enviadas até mesmo para quem entrou com recurso, sendo que o procedimento é o pagamento ser suspenso e dar um novo prazo. Esse fato superlotou o saguão do Paço Municipal na semana passada, e assustou as pessoas que têm por costume pagar o imposto nos refis de final do ano.
Em nota, a Prefeitura de Araraquara diz que segue rigorosamente a legislação federal, estadual e municipal sobre a cobrança de seus tributos e que todo tributo não pago em dia é passível de penalidade, como estabelece a legislação e que Cabe à Procuradoria Municipal, que hoje tem autonomia legal, fazer a cobrança e execução dos débitos existentes com o Município.

Ainda de acordo com a Prefeitura, todos os contribuintes municipais têm sido informados sobre as consequências do não pagamento dos seus débitos e que a carta informativa emitida pela Prefeitura é a última medida administrativa, antes que a Procuradoria de Execução Fiscal, por obrigação legal, tome as medidas judiciais.

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