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Floriano Martins de Sá Neto da ANFIP fala sobre Previdência na Seguridade Social

O vice-presidente da ANFIP- Associação Nacional dos Auditores Fiscais da Receita Federal do Brasil, Floriano Martins de Sá Neto, estará aqui em Araraquara para um seminário intitulado ‘Impacto da reforma da Previdência na Seguridade Social e na Economia do País. Lembrando que o seminário acontece, amanhã (7), às 19h30, no auditório da Uniara, na Av. […]

Seminário aconteça nesta sexta-feira (7), no auditório da Uniara

• Célia Pires

O vice-presidente da ANFIP- Associação Nacional dos Auditores Fiscais da Receita Federal do Brasil, Floriano Martins de Sá Neto, estará aqui em Araraquara para um seminário intitulado ‘Impacto da reforma da Previdência na Seguridade Social e na Economia do País.

O seminário também contará com a presença do empresário com formação em tecnologia da informação, fundador do Instituto de Tecnologia de Araraquara e de Assunta Di Déa Bergamasso, vice presidente do Sindifisco Nacional.

Lembrando que o seminário acontece, amanhã (7), às 19h30, no auditório da Uniara, na Av. Dom Pedro II, no centro, e é gratuito.O Imparcial realizou uma reportagem com o Floriano Martins de Sá Neto:

O Imparcial O governo Temer alega que no ano de 2016 a Previdência fechou com um déficit de R$ 149 bilhões. Tem pessoas que concordam e tem outras que não concordam com esse número. Qual a sua opinião?
Floriano Martins de Sá Neto – A Anfip divulga anualmente uma publicação chamada “Análise da Seguridade Social ” em que faz a demonstração das contas do orçamento da Seguridade Social nos termos da CF/88. Históricamente esse orçamento tem sido superavitário, com o último dado de 2015, em que o resultado foi positivo em 11 bilhões de reais. O Governo nunca fez essa conta, preferindo falsear o resultado da Previdência Social do regime geral, atribuindo a ele um resultado deficitário, ao comparar
a despesa do INSS com uma única fonte de renda do sistema, a da folha de salários.


O Imparcial – O maior problema do Brasil é a Reforma da Previdência? O governo alega que sem ela o Brasil vai quebrar. Você concorda com isso?
Floriano Martins de Sá Neto – O Brasil tem inúmeros problemas e a previdência é quem ainda sustenta mais de 90 milhões de brasileiros, dando as famílias condições de superar a extrema pobreza e sua própria sobrevivência. Se a reforma passar nos termos propostos pelo Governo, aí sim ela vai quebrar, pois dentre os vários pontos negativos que ela trás, haverá diminuição das suas receitas, com o aumento da exclusão da cobertura previdenciária.


O Imparcial – Alguns economistas afirmam que o Brasil é o país que tem a maior taxa de juros do mundo. Quanto o governo tem gasto com juros? Por que o Brasil está tão endividado? Onde o governo gasta mais, com juros ou com Previdência?
Floriano Martins de Sá Neto – O Brasil é o campeão mundial no pagamento de juros a banqueiros. Temos a maior taxa de juros do mundo e com toda a economia em crise, o único setor que apresenta lucro ( altíssimo ) são os bancos. No ano de 2017 o orçamento federal reserva mais de 1,4 trilhão de reais para despesas de refinanciamento de dívidas, mais que o dobro de todas as despesa com saúde, previdência e assistência social.


O Imparcial – A população está indo às ruas para protestar com a Reforma da Previdência. A ANFIP apóia essas manifestações? Por quê?
Floriano Martins de Sá Neto – A ANFIP está respaldando, através de seus estudos técnicos, acessíveis pelo site www.anfip.org.br, todos os movimentos da sociedade organizada. Procuramos levar a verdade a população, para que ela saiba os riscos que correm caso a PEC 287 seja aprovada. A manifestação popular em larga escala, é o que pode fazer a balança pender para nosso lado, já que 2018 é ano eleitoral e os políticos só são sensíveis com o “aperto” de seus eleitores.


O Imparcial – Com a proposta de Reforma da Previdência do governo Temer, quem mais vai perder?
Floriano Martins de Sá Neto – Todos perdem, um único setor ganha, os bancos privados. Mas essa reforma, tenho muita fé em Deus, não passará. Sou otimista com os resultados da intensa mobilização e debate popular que a matéria trás e trará.

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