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Eleições 2014: “É preciso tirar as terras do nosso país das mãos do agronegócio”, afirma Zé Maria

Eleições 2014: “É preciso tirar as terras do nosso país das mãos do agronegócio”, afirma Zé Maria (PSTU) em atividade com trabalhadores rurais

Na manhã dessa quinta-feira (14), Zé Maria, a convite da FERAESP (Federação dos Empregados Rurais Assalariados do Estado de São Paulo) veio à Araraquara apresentar sua candidatura à Presidência da República para os trabalhadores e empregados rurais da região.
Durante a atividade, Zé Maria defendeu um programa para o campo em defesa dos trabalhadores e empregados rurais. Para mais de 150 trabalhadores, Zé Maria defendeu que o Brasil precisa de uma verdadeira Reforma Agrária que enfrente o agronegócio. “Nós podemos e devemos controlar e organizar a produção agrícola a serviço dos interesses da população e não do lucro como é hoje com as terras sob o domínio dos latifúndios e do agronegócio. Mas, para isso é preciso tirar as terras do controle das grandes empresas e colocá-las sob o controle dos trabalhadores”, afirma o candidato do PSTU.
Zé Maria alertou ainda que nem Dilma ou Aécio podem realizar a reforma agrária e que só um governo sem patrões e banqueiros pode atender aos interesses dos trabalhadores do campo. “Nem Dilma e nem Aécio vão fazer isso porque é o agronegócio, os bancos e empreiteiras que financiam suas campanhas. As empresas investem nesses candidatos para que, depois de eleitos, eles governem para deixar tudo como está: as grandes empresas controlando as nossas terras e as riquezas que nós trabalhadores produzimos”, argumenta o candidato.
Na atividade, Zé Maria relacionou ainda o alto preço dos alimentos e a inflação à política para o campo que é implementada hoje no país. “Por que o alimento é caro no Brasil, se é aqui que tem as melhores condições de terra e clima para produzir? Porque as terras estão sob o controle do agronegócio que produz soja para exportar para Europa onde vira ração de gado”, denuncia Zé Maria. “Em 12 anos, enquanto a reforma agrária permaneceu paralisada, o governo do PT não mediu esforços para beneficiar o agronegócio com gordos financiamentos do BNDES. Entre 2003 a 2010, por exemplo, foram concedidos R$136,8 bilhões para financiar o setor. Hoje, são os grandes bancos e empresas nacionais (Bradesco e Votorantim) e multinacionais (como a Cargill) que mandam no campo.Por outro lado, os créditos para a agricultura familiar, responsável pela produção de 70% dos alimentos no país e por empregar 74% dos trabalhadores rurais, segundo o próprio Banco central, é 10% de todo o recurso disponível para o setor rural”, argumenta.
Zé Maria, por fim, defendeu que para construir um governo que atenda o interesse dos trabalhadores do campo e da cidade, é preciso romper com o agronegócio, fazer uma reforma agrária radical e dar apoio necessário, financeiro e tecnológico, aos trabalhadores rurais. “É preciso estatizar os complexos agroindustriais e colocá-los sobre o controle dos trabalhadores, só assim a produção deixaria de ser pautada pelas necessidades da exportação e dos lucros dos empresários do campo e passaria a responder as necessidades do povo brasileiro”, defende.

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