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Edna diz que Políticas para idosos são prioridade

A pré-candidata a prefeita pelo PSDB, Edna Martins, visitou o Lar São Francisco de Assis (antigo Asilo de Mendicidade) na manhã dessa quarta-feira, juntamente com Jorge Bedran, pré-candidato a vereador pelo PSDB. Bedran disse que o tema “políticas para idósos” merece atenção especial na Câmara Municipal. O Lar São Francisco de Assis abriga atualmente 144 […]

A pré-candidata a prefeita pelo PSDB, Edna Martins, visitou o Lar São Francisco de Assis (antigo Asilo de Mendicidade) na manhã dessa quarta-feira, juntamente com Jorge Bedran, pré-candidato a vereador pelo PSDB. Bedran disse que o tema “políticas para idósos” merece atenção especial na Câmara Municipal.
O Lar São Francisco de Assis abriga atualmente 144 idosos, sendo 108 benemerências e 36 pelo sistema de pensionato. São 18 enfermeiras e 25 cuidadores que prestam serviço na entidade. “Em conversa com diretores do Lar recebemos sugestões e debatemos algumas ideias importantes para implementar políticas para idosos na cidade. O Poder Público pode, por exemplo, promover cursos certificados de qualificação de gestão para entidades sociais, por meio da Escola do Legislativo de Araraquara, além de orientar a elaboração de projetos para captação de recursos em órgãos estaduais, federais e até internacionais”, disse Edna. Em Araraquara, a taxa de idosos é uma das mais altas do estado de São Paulo.

Envelhecimento
De acordo com estudos apresentados na semana passada durante a 68ª Reunião da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC), campus de Porto Seguro da Universidade Federal do Sul do Bahia (UFSB), a população brasileira tem passado nas últimas décadas por um rápido processo de envelhecimento, devendo somar, até 2025, 31,8 milhões de pessoas com mais de 60 anos. Isso deverá causar impacto direto nos sistemas de saúde pública e previdenciário do país, e na forma de cuidar dessas pessoas.
“Em 1950, o Brasil tinha 2 milhões de pessoas com mais de 60 anos. Em 1965 esse número saltou para 6,2 milhões. Na virada do século chegou a 13,9 milhões e, em 2025, chegará a 31,8 milhões”, disse Luiz Roberto Ramos, professor da Escola Paulista de Medicina (UPM) da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), durante o evento.
“Teremos uma das seis maiores populações de idosos no mundo em 2025”, estimou Ramos, que coordenou um projeto de pesquisa sobre a efetividade de ações de promoção da saúde em idosos com apoio da FAPESP.
De acordo com o pesquisador, a velocidade do processo de envelhecimento da população brasileira tem sido mais rápida do que a verificada na Europa, por exemplo.
No Brasil, a taxa de mortalidade começou a cair entre 1950 e 1980 e a de fecundidade iniciou um processo de redução a partir de 1970, chegando a dois filhos por casal hoje, que significa uma taxa de reposição e que a população do país não está crescendo, afirmou Ramos.
Esse aumento da proporção de idosos – que cresce a taxas muito mais elevadas do que as de outros grupos etários e tem causado o envelhecimento da população brasileira – tem mudado as prioridades na saúde pública no Brasil hoje, apontou o pesquisador.
Até 1950, quando as taxas de fecundidade e mortalidade no país eram altas, 40% das mortes no Brasil eram causadas por doenças infecciosas e pouco mais de 10% por doenças cardiovasculares.
Entre 1950 e 1970, quando começou a ocorrer o processo de transição epidemiológica no Brasil, os casos de doenças infecciosas foram diminuindo e hoje representam apenas 5% das causas de mortes no país, enquanto as doenças cardiovasculares passaram a representar mais de 40%.
“No velho paradigma da saúde pública no Brasil, a população de risco era composta por crianças, a prioridade era o tratamento de doenças infecciosas, as medidas preventivas – simbolizadas pelas vacinas – eram eficazes e os tratamentos eram simples, definitivos e baratos – era o famoso antibiótico por uma semana”, disse Ramos.
“No novo paradigma, a população de risco é formada por idosos, a prioridade é o tratamento de doenças crônicas não transmissíveis que causam incapacidade, as medidas preventivas são pouco eficazes e os tratamentos são complexos, crônicos e caros”, comparou.
O sistema de saúde brasileiro, contundo, ainda não está preparado para atender essa nova realidade, apontou o pesquisador.
Um estudo realizado pelo Conselho Federal de Medicina, que acompanhou a evolução do número de médicos formados no Brasil desde 1910, apontou que, em 2010, 38% dos médicos no país eram pediatras, ginecologistas ou anestesiologistas. A geriatria era a 41ª colocada entre as especialidades dos médicos brasileiros, apontou a pesquisa. (Com informações da Agência FAPESP)

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