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Edinho defende criação de índice SUS no Programa Papo Aberto, da Canção Nova



Edinho defendeu a proposta de estabelecer metas visando melhorar a qualidade do serviço público

Estabelecer metas visando melhorar a qualidade do serviço público. Essa foi uma das propostas defendidas pelo deputado estadual Edinho Silva no programa Papo Aberto, apresentado pelo educador e deputado federal Gabriel Chalita, na Rede Canção Nova. O programa foi transmitido ao vivo do Teatro do Sesc Araraquara, nessa segunda-feira.

Ao lado de Edinho, também participaram a irmã franciscana Edith Aparecida e a médica cardiologista Argênzia Bonfá. A banda Rosa de Saron foi a atração artística do programa, que abordou temas como religião, política, educação e saúde.

Na abertura, Chalita chamou a atenção das famílias para a necessidade de fomentar o diálogo entre pais e filhos como forma de resolução de conflitos. O bulliyng nas escolas foi o mote do comentário. “A tragédia de Realengo, no Rio de Janeiro, deixa claro que o diálogo é fundamental. As cartas deixadas pelo atirador revelam essa necessidade. Os pais precisam conversar mais com seus filhos, saber de suas aflições e não apenas impor cobranças. Como dizia Rosseau, a escola não pode ser um campo de batalha. Os alunos estão lá para adquirir conhecimento, não para uma competição para saber quem é melhor ou pior”, enfatizou.

Irmã Edith falou de seu trabalho ao lado de Dom Paulo Evaristo Arns, na Pastoral da Juventude, período em que o então arcebispo de São Paulo orientou a igreja a denunciar a violência da Ditadura Militar. Dez anos depois, ela veio para Araraquara, e desde então realiza trabalho de inclusão social com jovens da cidade.

Na Pastoral da Juventude Irmão Edith conheceu o agora deputado Edinho Silva. “Ele era ainda um menino, mas já sabia lutar pelos seus pontos de vista e para defender as vítimas da exclusão. Foi por isso que se tornou vereador e depois prefeito e agora deputado”, disse. A religiosa ressaltou, também, o trabalho da madre Maurina Borges, morta recentemente.

Em outubro de 1969, aos 43 anos, Irmã Maurina, então diretora do Orfanato Lar Santana foi presa em Ribeirão Preto, sob alegação, nunca comprovada, de envolvimento com grupos que resistiam à ditadura militar. Foi torturada durante cinco meses. Apanhou e sofreu sucessivas sessões de choques elétricos.

A prisão se deveu ao fato de a religiosa realizar trabalho comunitário com jovens da Igreja Católica e de comunidades carentes de Ribeirão. Para Edinho, madre Maurina foi um exemplo de resistência à opressão e de fé cristã.

Saúde
Questionado por Gabriel Chalita sobre a situação da saúde no País, Edinho voltou a defender a criação de um índice de valoração dos serviços prestados pelos municípios via Sistema Único de Saúde (SUS). A ideia é aumentar o repasse às cidades que investem em saúde preventiva e fortalecem sua rede básica de atendimento à população. “Investir em prevenção evita que as pessoas fiquem doentes e isso reduz o custo da saúde”, argumentou.

A ideia foi encampada pelo ministro da Saúde Alexandre Padilha, que já iniciou um debate sobre o tema com os municípios. “O SUS é um exemplo de universalização da saúde, mas sofre com algumas distorções na aplicação dos recursos, penso que criar um índice para medir a qualidade do serviço prestado em cada município é um caminho para começar a corrigir essa rota”, salientou Edinho.

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