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Dilma Rousseff é aclamada candidata à reeleição em Convenção Nacional do PT

Deputado Edinho Silva destaca papel da militância nas eleições deste ano

A presidenta Dilma Rousseff foi aclamada candidata à reeleição pela militância do Partido dos Trabalhadores, hoje (21), durante convenção nacional do partido, em Brasília. O deputado Edinho Silva, que fará parte da coordenação da campanha de Dilma e que participou do evento, descreveu o momento como histórico e um marco na caminhada do partido para reeleger um projeto político que está mudando o Brasil para melhor desde 2003.
O evento contou com a presença do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, candidatos petistas aos governos estaduais, entre eles Alexandre Padilha, candidato ao governo de São Paulo, senadores, membros da Executiva Nacional, representantes de partidos aliados, deputados federais e estaduais, além da militância do PT.
“Teremos uma missão intensa e o apoio da militância de todo o Brasil, aqui tão bem representada, será fundamental para a defesa do projeto de reeleição da presidenta Dilma”, ressaltou Edinho Silva, destacando que o Brasil não pode retroceder. “Reeleger a companheira Dilma significa continuar as mudanças e a garantia de um futuro digno com justiça social para todos os brasileiros”, completou o parlamentar.

Dilma fala em transformação pacífica
Última a discursar e muito emocionada com a união da militância, a presidenta Dilma salientou a importância de avançar as mudanças que o povo brasileiro precisa. “É hora de seguir em frente, é hora de fazer mais mudanças, de garantir mais futuro. É hora de ampliarmos a extraordinária transformação pacífica que estamos fazendo há mais de uma década, desde o início do governo do presidente Lula”. Dilma também destacou o importante papel dos partidos aliados no processo de mudança do país.
A presidenta fez ainda um resgate das transformações realizadas pelos governos do PT e disse que o país não pode retroceder. Citou os avanços na educação, na saúde, na infraestrutura, na área social entre tantos outros. “Na educação não podemos ser condescendentes com a qualidade que todos queremos, e nós vamos alcançá-la valorizando os professores”, afirmou em seu discurso.
E chamou a militância para ir às ruas e apresentar o projeto do PT, mostrar tudo o que já foi feito pelo povo brasileiro. “Eu preciso sim de mais quatro anos para poder completar uma obra à altura dos sonhos e desafios do Brasil, e para fazer isso eu preciso do apoio dos brasileiros e dessa grande militância. Precisamos ir às ruas explicar o que fizemos e o que podemos fazer”, afirmou a presidenta.
Para ela, a campanha precisa ser uma festa da paz e do alto astral. “Eu nunca fiz política com ódio. Mesmo quando tentaram me destruir física e emocionalmente. Não tenho rancor de ninguém, mas também não vou baixar minha cabeça; não insulto, mas não me dobram. A nossa campanha precisa ser antes de tudo uma festa do alto astral; abaixo ao pessimismo, a mediocridade. Temos a certeza de que, com a força do povo, vamos vencer de novo”, disse Dilma.
Dilma disse que é preciso vencer a mentira e desinformação. “Quero falar sobre as grandes batalhas que vamos enfrentar. Aliás, não paramos de enfrentar desde o dia em que tomei posse. Se no início a esperança venceu o medo, nesta eleição a verdade deve vencer a mentira e a desinformação”, frisou a presidenta, que encerrou seu discurso visivelmente emocionada.

Lula: eleição se ganha com um bom programa
Muito aclamado pela militância, ex-presidente da República Lula disse que é preciso mudar o discurso de que essa será a eleição mais difícil. “Precisamos saber que uma eleição se ganha com um bom programa e mostrando o que fizemos em 12 anos nesse país. É pelo que nós fizemos que temos que ter orgulho de ir para a rua e defender a reeleição de Dilma”.
Lula disse que se o partido e a militância tiveram orgulho de fazer as campanhas anteriores do PT, contra todos e enfrentando as situações mais adversas, não é preciso ter medo das eleições de 2014. “Se a gente conseguiu em 2010 superar o máximo do preconceito que existia nesse país, elegendo uma mulher presidenta, não precisamos ter medo das eleições de 2014. O que vai ganhar a eleição não é o tempo de televisão, nem a qualidade do que vamos passar na televisão; o que vai ganhar a eleição é a adrenalina que a gente será capaz de demonstrar cada vez que formos para a rua” salientou.
O ex-presidente ressaltou que o que incomoda a oposição é o fato de Dilma continuar as mudanças e fazer mais pelo povo brasileiro e que a diferença é que o PT constrói projetos para governar quatro anos. “Eles, quando foram eleitos, construíram um projeto para 20 anos, nós não, nós construímos para quatro, depois, fomos pedir para o povo para dar mais quatro, e ele deu, pedimos de novo, e o povo deu mais quatro. E agora vamos pedir para o povo dar mais quatro e ele vai dar. Eles que se preparem, porque a partir de 2018 a gente pode pedir mais quatro também. Eles sabem que estamos dispostos a fazer, na metade do século 21, o que eles não conseguiram fazer no século 19 e no século 20”.
Em relação à Copa do Mundo, o ex-presidente Lula disse que o país deu uma lição nos pessimistas. “Acho que o que o país tinha que mostrar já mostrou. Os estádios estão todos inaugurados com qualidade para fazer inglês morrer de inveja. Os estádios funcionaram, o metrô funcionou, os voluntários estão dando um show de comportamento. Para quem ficou dois anos falando que a Copa não ia dar certo, é mais uma lição”.

Credibilidade para seguir mudando
O presidente nacional do PT, Rui Falcão, ressaltou que “Brasil deixou de ser um país vulnerável e, em meio a maior crise que o mundo já conheceu, tornou-se um competidor global, com democracia estável, instituições sólidas e respeito internacional”, acrescentando ainda a necessidade de confrontar os dois projetos de país. “A presidenta Dilma é quem tem credibilidade para seguir conduzindo as transformações em curso e também as transformações futuras”, e que o sentido do projeto do PT “é criar uma sociedade plena de liberdade e igualdade”.
Para o vice-presidente Michel Temer, que vai compor a chapa majoritária, ressaltou que o PMDB tem a honra, junto com demais partidos aliados, de estar ao lado de Dilma na Presidência. Ao destacar os avanços econômicos dos governos Lula e Dilma, Michel Temer afirmou que as ações beneficiaram todas as classes. “Quando falamos em ascensão social, é preciso reconhecer que não foi só a classe média que cresceu. As classes A e B passaram de 7,6% para 12,5%, portanto, seu governo presidenta Dilma, foi para todos brasileiros. Vamos acabar com essa besteira de dizer que o presidente Lula e a presidenta Dilma trabalharam apenas para um setor”, completou Temer.

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