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Dilma discute reforma ministerial e Edinho pode integrar novo staff

É forte nos bastidores a informação de que Edinho pode assumir cargo em Brasília já em fevereiro 

Hamilton Mendes

A presidente da República Dilma Rousseff acelerou nas últimas horas as negociações para fechar a reforma ministerial e ajustar os palanques regionais com os partidos aliados ao governo. A idéia é abrir espaço para a entrada de novas agremiações no alto escalão e conquistar o dobro do tempo de TV que os adversários nas próximas eleições.

Segundo especulações de bastidores, o jogo da reforma envolve entre 10 e 12 ministérios, sete deles são comandados pelo PT e, na avaliação do Palácio, são pastas sensíveis, seja pela proximidade com a presidente (Casa Civil), pelo potencial eleitoral (Saúde), ou pelo diálogo com o Congresso (Relações Institucionais).

Já confirmado no núcleo duro da campanha de Dilma Rousseff, o deputado estadual, e líder araraquarense Edinho Silva, está fortemente cotado para assumir uma das vagas que serão abertas na reforma, devendo assumir função estratégica na nova configuração de governo.

A notícia dando conta de que Edinho pode ser anunciado nos próximos dias como um dos novos nomes a compor a equipe de governo da presidente Dilma, começou a circular pelos bastidores políticos da capital há cerca de uma semana, mas ficou muito forte nas últimas horas, depois das reuniões realizadas por ela, primeiro, com o vice-presidente Michel Temer (PMDB), e depois, com o presidente nacional do PT, Rui Falcão.

Pelo menos quatro ministros do PT deixarão os cargos até o fim do mês: Gleisi Hoffmann, da Casa Civil, e Alexandre Padilha, da Saúde, que vão concorrer aos governos do Paraná e de São Paulo, respectivamente; Pepe Vargas (Desenvolvimento Agrário) e Maria do Rosário (Direitos Humanos), que vão disputar novos mandatos de deputado federal também estão de saída.

Outra decisão que já teria sido tomada em Brasília, seria a saída de Gilberto Carvalho do gabinete e sua ida para São Paulo, onde assumiria a chefia do gabinete do prefeito Fernando Haddad.

O ministro da Educação, Aloizio Mercadante, substituirá Gleisi na Casa Civil. Embora Dilma queira manter o nome do sucessor de Gleisi em segredo, as equipes da Casa Civil e do MEC já estão fazendo reuniões para a transição. A ministra das Relações Institucionais, Ideli Salvatti, ainda não tem destino, mas também está de saída.

Um dos problemas surgidos nos últimos dias para compor a equipe de campanha de Dilma envolvia a coordenação política, cujo nome apontado inicialmente era o do próprio Mercadante, que enfrentou resistências dentro do PT.

A função caberá agora ao governador da Bahia, Jaques Wagner, amigo pessoal de Lula, que abriu mão de disputar o Senado pelo seu estado para assumir o posto. A atitude e o desprendimento de Wagner, aliás, foi bastante elogiada por Dilma nas últimas horas.

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