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CTA planeja alugar ônibus para substituir coletivos quebrados



Justificativa da empresa seria a falta de dinheiro para consertar os veículos

Hamilton Mendes

Vivendo seguramente a maior crise de sua já longa história, a Companhia Tróleibus Araraquara (CTA) estaria planejando alugar ônibus para substituir os que estão quebrados. E faria isso, justamente pela falta de dinheiro para consertar os coletivos encostados por problemas mecânicos.A informação chegou ao conhecimento da imprensa através da vereadora do PT, Gabriela Palombo, que falou sobre o assunto no plenário da Câmara Municipal. Segundo Gabriela, a CTA alugaria os ônibus junto a Viação Paraty, empresa privada responsável por 20% da frota do transporte coletivo da cidade.A revelação de Gabriela gerou imediata reação de outros parlamentares, que perguntavam sobre a razão de se optar pela locação, em detrimento ao conserto dos veículos de sua própria frota. “Não tem dinheiro pra consertar, mas tem para alugar? Não dá pra entender essa conta”, falou a petista.Quem também entrou no assunto foi o vereador doutor Lapena, que lembrou as inúmeras vezes que a situação do transporte coletivo da cidade foi motivo de discussões na Câmara Municipal. “Muito já se falou sobre o fato de a CTA dar prejuízo. Mas o caso é que a Paraty dá lucro, e por que será isso acontece?”, questionou.Sobre o comentário, há quem diga que a Paraty ficou com as linhas mais rentáveis, e por isso não atravessa dificuldades financeiras. Outra versão, já divulgada várias vezes pela imprensa local é que o problema é administrativo.Segundo o que se fala, é que por ser uma empresa privada, a Viação Paraty tem uma administração enxuta, com a maior parte dos funcionários ocupando cargo na área de serviços, como motoristas e mecânicos, dentre outros. A maior parte dos funcionários da CTA, no entanto, estariam no setor administrativo da empresa.Quem defendeu a mesma tese na Câmara Municipal foi a vereadora Gabriela Palombo. “A CTA tem uma administração política, e serve de cabide de empregos. Não tem jeito de dar lucro”, disse Gabriela.

Crise

Atolada em dívidas, com a frota sucateada e dezenas de ônibus parados por falta de manutenção, a CTA atravessa o pior momento de sua história, que começou em 1959, quando Romulo Lupo ainda respondia pelos destinos da cidade.Responsável por 80% da frota do transporte coletivo da cidade, a empresa – segundo afirmado pelo vereador do PV, Adilson Vital -, não tem dinheiro nem para comprar pneus, e o pior, segundo ele, está sem crédito na praça. Para conter os gastos, a empresa reduziu os investimentos, o que vem causando sérios problemas para os usuários, gerando reclamações e protestos.A alternativa, de acordo com a posição oficial da própria CTA, é vender a sede da companhia, localizada na Fonte Luminosa. O valor mínimo fixado para que a negociação saia do papel é de R$ 21 milhões, o que pode estar assustando eventuais interessados, há que não houve interessados no arremate do imóvel.A CTA tem, nos dias de hoje, uma frota de 100 ônibus, e segundo o diretor da empresa, Silvio Prada, o planejamento é vender a sede para viabilizar a recuperação financeira da empresa e adquirir entre 30 a 40 novos ônibus. A opção por se desfazer do imóvel para recuperar a CTA vem recebendo muitas críticas no meio político da cidade. Segundo muito do que se falou na Câmara na última Sessão, a empresa necessita de um choque de gestão, enxugando os gastos desnecessários em todos os setores onde se apurar o problema. “Se a Paraty dá lucro, a CTA deve copiar seu modelo de gestão”, disseram.

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