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Chinês confirma pagamento a Ademir Palhares e secretária diz temer pela vida

Depoimentos de ontem foram prejudicados pelo não comparecimento da secretária de Mimi

O empresário Nga Chou Yang, sócio de uma loja de artigos de R$ 1.99, confirmou ontem que pagou R$ 12 mil, em dois cheques – e não em dinheiro – ao engenheiro Ademir Palhares, o Mimi, quando ele ainda respondia pela Coordenadoria da Secretaria de Desenvolvimento Urbano do município.

Segundo ele, o pagamento aconteceu em2011, e foi feito pela elaboração de um projeto para a sua nova loja. A contradição é que Marcela disse à CEI ter visto ele pagar em espécie e dentro da Prefeitura. O empresário negou: afirmou ter dado dois cheques e dentro de uma das suas lojas.

Além disso, segundo o empresário pagou a Ademir Palhares pela elaboração do projeto que terminou tendo um profissional responsável, inclusive, um engenheiro ligado a uma construtora também contratada por ela para a obra.

Ele não soube dizer, no entanto, se houve acordo entre Mimi e a construtora. O dono da loja chegou a ir até a Prefeitura conversar com o ex-coordenador, mas somente para cobrar uma satisfação sobre o andamento da aprovação do projeto. O empresário ficou surpreso com a declaração dada á CEI de que havia algo errado na obra porque modificações foram feitas ainda no papel.

Alessandra

A frente da Secretaria de Desenvolvimento Urbano, desde 2009, Alessandra Lima, também prestou depoimento à CEI nesta segunda-feira. Ela falou sobre os procedimentos de início e conclusão dos projetos, disse que o ex-coordenador Ademir Palhares, o Mimi, tinha autonomia para tomar algumas decisões como a aprovação de projetos, mas nunca recebeu qualquer denúncia contra ele.

Para a secretária, apesar de questionamentos dados à CEI sobre a forma de trabalho de Palhares, ela não poderia ter visto nada por ficar em uma sala distante da mesa do engenheiro. A versão de que o ex-coordenador receberia dinheiro aparentemente por serviços prestados, na opinião de Alessandra Lima, não é ilegal, mas a pegou de surpresa. Ela entende que trabalhos extras devem ocorrer fora da Prefeitura.

Até por isso, algumas medidas estão sendo adotadas, entre elas, a mudança no layout obrigando o atendimento no balcão e um mecanismo que coíba tal procedimento de cobrança de dinheiro dentro do prédio da Prefeitura. Alessandra Lima ainda falou sobre obras aprovadas e reprovadas e admitiu que a fiscalização é frágil. Há apenas três fiscais quando seriam precisos, no mínimo, dez.

Medo de represálias

O depoimento da ex-secretária de Ademir Palhares, Adriana Célia Dias, que aconteceria na manhã desta segunda-feira (9), foi adiado. A depoente trabalhava diretamente com o ex-coordenador executivo na Secretaria de Desenvolvimento Urbano e é considerada uma das peças chave da investigação da CEI. Ela protocolou um pedido na última sexta-feira (6) para que uma nova data seja marcada.

Segundo o presidente da CEI, Donizete Simioni, Adriana teria alegado estar com a saúde emocional abalada, depressão, síndrome do pânico e ainda temer por sua segurança. “Ela pediu para que o depoimento fosse realizado em um novo local e mantido em sigilo. Agora vamos nos reunir e avaliar com o corpo jurídico da Câmara se isso será possível”, disse o vereador.

O depoimento de Adriana era um dos mais esperados pela Comissão pela proximidade dela com Mimi e também porque ela já falou com a Polícia Federal sobre o mesmo tema. No documento enviado aos vereadores, ela fala da saúde e diz temer pela própria vida e pela segurança de seus familiares.

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