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CEI: Cardoso e Kopanakis negam influência de Napeloso

CEI: Cardoso e Kopanakis negam influência de Napeloso

Dando prosseguimento aos trabalhos da Comissão Especial de Inquérito (CEI), instalada pela Câmara Municipal para investigar denúncias de corrupção em órgãos da Prefeitura, aconteceu ontem o segundo dia da fase de depoimentos de ex-secretários e ex-coordenadores da Secretaria de Desenvolvimento Econômico.

O primeiro a depor foi o titular da Pasta entre setembro de 2011 e agosto de 2013, José Roberto Cardoso, que garantiu ter cumprido seu papel afirmando ter recuperado áreas e deixado outros processos de reversão encaminhados.

Cardoso negou veementemente qualquer interferência ou pressão por parte do ex-vereador Ronaldo Napeloso na Secretaria, declarando desconhecer irregularidades no processo de doação de áreas. Ele afirmou ainda ter pedido afastamento da Secretaria no dia em que a Polícia Federal desencadeou a Operação Schistosoma, prendendo Napeloso e mais três de seus assessores.

Cardoso assumiu a Pasta por indicação do ex-vereador Ronaldo Napeloso, e substituiu o ex-vice-prefeito Valter Merlos, que rompeu com Marcelo Barbieri e deixou a Secretaria do Desenvolvimento Econômico em julho de 2011.

Kopanakis

O último a depor ontem foi Alexandre Kopanakis, que no último ano da segunda gestão de Edinho Silva substituiu Sergio Sgobbi na Secretaria de Desenvolvimento Econômico. Kopanakis, que esteve à frente da Pasta entre março e dezembro de 2008, disse não se lembrar de ter feito doações, apenas permissões. Ele disse ainda que no período havia poucas áreas disponíveis para doação, e que o foco da Prefeitura na época era a atração de empresas, não era a doação de áreas.

No final de seu depoimento, Kopanakis falou sobre uma área de 22 mil metros quadrados, doada pela Secretaria no final da administração de Edinho para viabilizar a implantação de um Núcleo de Empresas. A ideia na época era instalar no local 12 empresas da área de manufaturados e Tecnologia da Informação (TI).

Segundo afirmado pelo ex-secretário, um levantamento realizado pela Pasta na época apontava para uma arrecadação anual entre R$ 20 a R$ 25 milhões pela Prefeitura, e que por isso mesmo a ideia foi bem aceita e o projeto levado adiante (ver box).

O problema foi que algumas das empresas que se instalariam no local não realizaram seus projetos, e parte da área segue abandonada, inclusive com um ferro velho improvisado em um pedaço do terreno.

Indagado sobre o fato, Kopanakis explicou que deixou todos os documentos do Núcleo de empresas em fase andamento, mas não pôde acompanhar os resultados dos processos, visto que o governo Edinho terminou menos de uma semana depois, dia 31 de dezembro.

Pressão

Primeiro a depor n CEI, o atual secretário Antonio Martins disse desconhecer ilegalidades nas doações e cessões de uso de áreas, apesar de admitir ser possível a existência de irregularidades. Ele falou sobre os critérios utilizados para contemplar empresas interessadas e as providências que a Prefeitura vem adotando desde o surgimento das suspeitas de cobrança de propina.

Logo depois de Toninho, quem falou foi o ex-coordenador da Pasta Nilton Carnieli, responsável pela fiscalização de áreas doadas pelo Poder Público. Caineli afirmou que como coordenador não tinha poder para dar destinação às áreas doadas, mas lembrou ter sido repreendido pelo vereador Ronaldo Napeloso quando realizou fiscalização na área de uma empresa a pedido do então secretário Valter Merlos.

Hoje, aliás, encerra-se a fase de depoimentos dos ex-secretários e coordenadores, com as oitivas de Valter Merlos e Paulo Sérgio Sgobbi. Merlos será ouvido às 14 horas e Sgobbi, às 16h30.

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