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Azevedo ataca Edinho em depoimento

As denúncias que pesam sobre Edinho Silva – eleito como prefeito de Araraquara – geram dúvidas na população sobre o que pode acontecer daqui para frente. Edinho disse que está sendo injustiçado, e que sofre perseguição, principalmente das mídias que não gostam do PT. O ex-presidente do Grupo Andrade Gutierrez Otávio Marques de Azevedo – em depoimento como testemunha na ação movida pelo PSDB contra a campanha de 2014 da ex-presidente Dilma Rouseff e seu então vice, Michel Temer – afirma que sofreu pressão para repassar recursos para a chapa e que dinheiro de propina foi encaminhado como doação oficial.
O executivo disse que foi procurado várias vezes por dirigentes do PT para fazer o repasse. Segundo Otávio, poucos meses antes da eleição de 2014 e dias depois de ter doado R$ 10 milhões para a campanha da petista, ele recebeu uma “pressão horrorosa” de Giles Azevedo, um dos coordenadores da campanha de Dilma. Ele cita ainda abordagens de Edinho Silva – ex-tesoureiro do partido e eleito prefeito de Araraquara, do ex-tesoureiro João Vaccari Neto e também do ex-ministro da Fazenda, Antonio Palocci. Edinho nega as acusações. “Não tenho este perfil, aqueles que me conhecem sabem que sou incapaz deste tipo de abordagem. Tudo que arrecadei durante a campanha foi legal, tanto é que o TSE aprovou por unanimidade as contas de campanha. As regras do jogo eram iguais para todos os partidos e candidatos”, disse Edinho.
“O Giles ligou e disse que é um absurdo (a empresa não ter feito doação à campanha de Dilma em agosto de 2014). Sofri uma pressão horrorosa do Giles”, afirmou Azevedo em depoimento ao ministro Herman Benjamin, também do Supremo Tribunal de Justiça (STJ), relator da ação no Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
De acordo com o depoimento, Vaccari teria pressionado Azevedo até mesmo em período não eleitoral.
“ Vaccari foi várias vezes lá reclamar comigo de que os executivos da construtora não estavam pagando o emolumento combinado. E então, e coisa era assim: “Você procure o chefe deles. É com eles. Não é comigo. Comigo é eleição. Na hora que chegar, que tiver eleição, a gente conversa”, contou Azevedo, que afirmou que, apesar de comandar o Grupo, não se envolvia tanto na construtora.
O ex-presidente da empreiteira contou que teve que pagar propina ao PT e ao PMDB quando se formou o consórcio para construir a Usina de Belo Monte, o que ocorreu em 2008. Ele disse que ficou acertado que 0,5% de todos os projetos federais, em todas as áreas, tocados pela Andrade, ia para o PT e outro 0,5% para o PMDB. O ex-dirigente ressaltou que essa “contribuição” ocorreu até 2014.
Em 2014, a empresa teria repassado R$ 35,6 milhões para o PT e, deste total, R$ 20 milhões para o comitê da campanha de Dilma. Segundo Otávio de Azevedo, R$ 1 milhão foi doado para a campanha do vice, Michel Temer (PMDB), e R$ 12,6 milhões para a campanha de Aécio Neves. Para o PSDB, o total teria sido de R$ 32 milhões. Sobre a diferença entre o que doou a Dilma e a Aécio, o ex-presidente do Grupo Andrade Gutierraz justificou dizendo que sofria pressão dos petistas, e não dos tucanos.

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