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Procuram-se vítimas

José Augusto Chrispim
Devido à grande repercussão gerada pela matéria veiculada na edição de ontem (2) deste jornal, a respeito da polêmica que envolve várias denúncias de pessoas que teriam sido atacadas pelo morador de rua, Jorge Rodrigues Carvalho, de 21 anos, resolvemos dar continuidade ao assunto. Apesar de haver diversas postagens feitas em rede social nos últimos dias acusando Jorge por vários ataques, nada foi comprovado contra ele até o fechamento desta edição, de acordo com a delegada titular da Delegacia de Defesa da Mulher (DDM) de Araraquara, Dra. Meirilene Castro Rodrigues.
A reportagem do O Imparcial já havia contatado a delegada na terça-feira (1), e foi informada por ela que, o andarilho já havia sido apresentado na DDM, mas como não foi apresentado nenhum registro de crime, o mesmo foi ouvido, identificado e liberado.
Caso do morador de rua acusado de crimes não comprovados gera repercussão exagerada

De acordo com a Dra. Meirilene, uma estudante, de 19 anos, foi até a DDM na manhã dessa quarta-feira (2) para registrar um boletim de ocorrência contra Jorge. A jovem alegou que se sentiu ameaçada pela presença dele enquanto caminhava em uma rua do bairro Quitandinha e, depois de pedir ajuda para um comerciante, teria caminhado para a república onde mora e teria sido acompanhada por Jorge até próximo da porta de sua casa.
A delegada relatou para a reportagem que questionou a estudante se ele em algum momento a teria ameaçado ou tentado agredi-la, mas a resposta foi negativa. Como não houve nenhum crime, a delegada apenas registrou um B.O. não criminal e Jorge foi liberado mais uma vez.
Identificação
Ainda de acordo com a delegada, o morador de rua não possuí nenhum documento que possa identificá-lo, mas ele informou seu nome, data de nascimento, nome dos pais e disse que é natural de Porto Alegre, capital do Rio Grande do Sul. Jorge teria dito também que morou em Goiás. Suas digitais foram colhidas e enviadas para serem identificadas no Instituto de Identificação da Polícia Civil de São Paulo.
“Mandamos as digitais dele para chegarmos à sua identificação, pois ele pode estar sendo procurado pela justiça e dando nome falso, mas enquanto não confirmarmos essa possível informação, não podemos mantê-lo detido. Porém, se for apresentado algum registro de crime, podemos pedir a prisão temporária dele”, ressaltou a Dra. Meirilene.
Assistência Social
José Carlos Posani, responsável pela Secretaria de Assistência e Desenvolvimento Social, relatou ao O Imparcial que Jorge já foi procurado mais de uma vez, pela equipe de assistência social que ofereceu ajuda, mas ele recusou. “O rapaz tem problemas mentais e precisa de ajuda. Pessoas mandam mensagens para mim o tempo todo relatando crimes que teriam sido praticados por ele, mas não vão a delegacia registrar as ocorrências. Não tenho como ajudá-las”, relatou Porsani.
Cautela
A delegada da DDM ressaltou que as pessoas precisam ter cautela quando fazem uma acusação e que, se algum crime for cometido por ele, que procurem a delegacia e façam o registro da ocorrência para que a polícia possa averiguar e, se for confirmado, prendê-lo.
Defesa
Por outro lado, a população se sente acuada pela violência registrada em todo o país atualmente e, por isso, acaba tentando se proteger de todas as formas possíveis para evitar se tornarem vítimas.
Estudantes se sentem acuadas por moradores de rua que pedem dinheiro nos semáforos e se portam de maneira violenta. Há também casos de senhoras que não frequentam mais algumas igrejas, pois temem a ação de andarilhos que ficam nas praças no entorno das mesmas exigindo esmolas.
A polícia orienta a todos que nesses casos deve-se denunciar pelo fone 190 ou ir até uma delegacia fazer a queixa. E ressalta que em hipótese nenhuma se nega a registrar a ocorrência, como algumas pessoas estão postando em redes sociais.

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