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Justiça absolve Fiore de acusações criminosas

Advogado foi inocentado em primeira instância e ficou livre das acusações de tráfico de drogas, associação ao tráfico e formação de quadrilha

Da redação

O advogado Roberto José Nassuti Fiore foi absolvido no processo que corria contra ele na Justiça de Araraquara, nessa segunda-feira (14). Ele era acusado de tentar entregar um par de muletas recheado com seis aparelhos celulares a um detento que seria ouvido no Fórum de Araraquara, em 27 de agosto de 2012. Fiore foi julgado e absolvido pela Justiça, no último dia 14, mas a sentença só foi divulgada pelo Tribunal de Justiça, ontem (17).
Segundo o apurado, ele foi inocentado em primeira instância e ficou livre das acusações de facilitação de entrada de objetos eletrônicos no sistema prisional, formação de quadrilha e associação ao tráfico. De acordo com a acusação, os seis aparelhos celulares que estavam dentro das muletas seriam usados por membros de uma facção criminosa que atua dentro e fora do sistema prisional do Estado de São Paulo. O Ministério Público ainda pode recorrer da sentença.

Registro na OAB
Fiore teve seu registro profissional suspenso por 45 dias pela Comissão de Ética da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), na época da acusação. Um processo disciplinar na OAB ainda está em curso, mas a decisão deve sair em breve. Mesmo assim, ele pode exercer a profissão normalmente.

Relembre o caso
Em 27 de agosto de 2012, Fiore foi acusado de tentar levar seis aparelhos celulares dentro de um par de muletas para um detento que prestaria depoimento no Fórum local. Os celulares seriam repassados para membros do PCC (Primeiro Comando da Capital) que estavam presos na penitenciária local.
Policiais militares desconfiaram do objeto e na vistoria acabaram encontrando os telefones, além dos carregadores, escondidos no interior das muletas. O advogado foi detido e levado para a Delegacia de Investigações Gerais (DIG) que já investigava uma suspeita de que havia facilitação para entrada de celulares nos presídios.
Em 30 de agosto de 2012, três dias depois da apreensão dos objetos, Fiore foi preso e conduzido para a penitenciária local, mas em 28 de setembro, foi transferido para o 2º Batalhão de Choque da Polícia Militar, em São Paulo, pois havia a informação que ele corria risco de vida.
Depois de 49 dias no 2° Batalhão de Choque, em São Paulo, ele foi colocado em liberdade e desde então, aguardava a decisão da justiça.

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