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Curso de Tropa Montada forma mais 26 policiais militares

Regimento de Tropa Montada em frente do Pacaembu

O Regimento de Polícia Montada 9 de Julho, mais conhecido como Cavalaria da Polícia Militar, formou nessa quinta-feira (19) mais 26 policiais no curso de Tropa Montada.
A atuação da unidade é voltada para o apoio de eventos com grandes concentrações de pessoas, como jogos de futebol, shows e situações de tumulto.
Para fazer parte da Cavalaria, unidade do Comando de Policiamento de Choque (CPChq) da PM, os alunos precisam de força e muita dedicação.
“O objetivo do curso é habilitar o PM para a realização do policiamento a cavalo, seja em eventos desportivos, no policiamento ostensivo ou em ações de controle de distúrbios civis”, afirma o 1º tenente Syllas Jadach, comandante do 4º Esquadrão do Regimento, a sessão responsável pelos cursos de formação e aperfeiçoamento da tropa.
Além de prepararem o aluno para o policiamento, as aulas também ensinam o trato com os cavalos. “O curso também preza pelo ensinamento de cuidados com o animal, como por exemplo, o preparo do cavalo para a saída ao policiamento, cuidados básicos e até aulas sobre a estrutura física do bicho”, diz Syllas.
O curso tem duração de nove semanas e a carga de 340 horas é dividida entre aulas teóricas e as práticas, que acontecem a partir da 5ª semana.
“Nas duas primeiras semanas, tentamos aproximar o PM do animal e depois já iniciamos os ensinamentos mais técnicos como, por exemplo, o encilhamento (arrear / equipar o cavalo) e os cuidados com o animal para a preparação dele e do aluno para o policiamento”, explica o 3º sargento João Marcos dos Santos, professor de equitação do curso há dois anos.
As aulas de “cavaleiro a cavalo”, ministradas por João, tem como objetivo corrigir a postura do policial em cima do animal e deixá-lo seguro com as rédeas do bicho. Além disso, o curso busca gradativamente aproximar o cavaleiro novo a um cavalo mais experiente, até que o policial tenha um bom domínio sobre o animal que já está bem treinado para atuar nas ruas.

Resistência
O curso é desgastante e exige força física. Por causa das dificuldades, quatro policiais da turma iniciada em julho desistiram.
Entre os que resistiram às aulas está a soldado Ana Maria da Silva, de 39 anos. Ela e uma colega são as únicas mulheres a se formarem.
“É difícil, a maior parte do serviço é braçal. Eu, com apenas 60 quilos, tenho que dar conta de segurar um animal de 400 quilos”, conta Ana. “Meu sonho sempre foi trabalhar aqui. Comecei a malhar seis meses antes porque eu sabia que o curso exigia muita força física. Perdi cerca de 20 quilos antes de entrar”, afirma a soldado, que até o ano passado atuava no Centro de Operações da PM (Copom).

Sonho e dedicação
A expertise do Regimento atrai policiais do Estado inteiro para a realização do curso de Tropa Montada. Sete policiais de outras cidades participaram desta edição do curso.
Um deles é o soldado Danilo da Silva Berbet, de 31 anos, que veio de Martinópolis e fez o curso para poder trabalhar no destacamento de Polícia Montada de Presidente Prudente. De acordo com ele, todos estão ali [no curso] realizando um sonho e por isso a dedicação é o principal ingrediente na hora da formação.
“A minha maior dificuldade aqui não são as quedas que eventualmente acontecem nas aulas práticas, mas sim a distância da família”, disse Danilo.

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