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Curativo gera discussão em Unidade de Saúde do Vale do Sol

Paciente registrou Boletim de Ocorrência depois de ter curativo negado pela atendente

José Augusto Chrispim

Um curativo gerou uma discussão que acabou em Boletim de Ocorrência da Polícia Militar, na noite de ontem (9), na Unidade de Saúde da Família – Dr. Euclydes Croce, que atende os moradores da região do bairro Vale do Sol.

Por volta de 20h40, a mãe de uma jovem de 21 anos ligou para a redação deste jornal para fazer uma denúncia sobre o mau atendimento prestado na unidade de saúde e a negativa por parte dos funcionários de trocar o curativo do dedo de sua filha.

No local, em contato com a reportagem de O Imparcial, a dona de casa, Elizabete Carla Botelho, de 38 anos, relatou que sua filha foi até a unidade para tentar trocar o curativo de seu dedo e recebeu como resposta de uma funcionária que não havia material necessário para fazer o curativo e que ela teria que procurar outra unidade para o atendimento.

A mãe da paciente ficou indignada com a resposta e com, segundo ela, a má vontade com que a atendente a teria tratado. “Quando a gente começou a reclamar, ela ao invés de resolver o nosso problema, chamou a Guarda Municipal”, disse Elizabete.

Segundo Elizabete, o atendimento na unidade é de péssima qualidade e, apesar de estar escrito 24 horas no cartaz, nunca tem médico durante a noite. Mesmo durante o dia, é quase impossível encontrar um médico na USF.

A dona de casa acionou a Polícia Militar que ouviu as partes e confeccionou um Boletim de Ocorrência, que foi apresentado na Delegacia de Plantão.

Outro lado

Os funcionários da unidade de saúde relataram à reportagem que o curativo da paciente era um procedimento de rotina e que não havia necessidade de ser feito naquela hora. Os funcionários que preferiram não se identificar, disseram que solicitaram à paciente que viesse durante o dia de hoje (10) e fizesse o procedimento sem problema algum ou que levasse o material para fazer em casa, mas ela não aceitou.

Ainda de acordo com os funcionários da USF, no local não existe uma sala apropriada para fazer curativos, já que, não existe um local para o expurgo separado da sala onde são feitos os curativos. A Vigilância Sanitária já pediu a adequação do prédio e um grupo de funcionários enviou uma denúncia ao Conselho Regional de Enfermagem (COREM) em 20 de novembro do ano passado relatando as adequações necessárias para que o trabalho possa ser feito da forma correta. Mas segundo eles, até agora nada foi feito.

A verdade é que em todas as unidades de saúde da cidade ocorrem várias reclamações sobre falta de médicos e longa espera por consultas ou exames. Esta é apenas mais uma delas.

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