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Coordenador da GCM rebate denúncias

José Augusto Chrispim
Nos últimos dias o comando da Guarda Civil Municipal vem sendo alvo de duras críticas tanto por membros do Sismar (Sindicato dos Servidores Municipais de Araraquara e Região), quanto por um grupo de aproximadamente 10 guardas municipais que formaram uma comissão para denunciar, por exemplo, a falta de manutenção das viaturas, o mau estado dos uniformes e calçados, e também problemas na sede da GCM que, de acordo com as denúncias, estaria apresentando problemas com a falta de limpeza, falta de bebedouros apropriados, sanitários, vestiários, além da presença de fezes de pombos no local que estaria acarretando uma condição insalubre aos servidores públicos.
Membros da CIPA (Comissão Interna de Prevenção de Acidentes) da prefeitura também reuniram as denúncias e enviaram ao Ministério Público do Trabalho. O documento foi protocolado no último dia 17.
Barrados
Outra denúncia registrada esta semana contra a coordenação da GCM foi feita por um grupo de vereadores de oposição ao governo Marcelo Barbieri que tentou verificar as condições das câmeras do sistema de videomonitoramento municipal, mas, segundo eles, foram proibidos de entrar no setor onde ficam as câmeras.
Por esse motivo, o coordenador da GCM Marcos Roberto da Silva e o secretário de Segurança Orlando Mengatti Filho, o Nino, foram convocados a prestarem esclarecimentos sobre o fato esta manhã na Câmara Municipal.
Nota
Porém, os mesmos vereadores que haviam feito a convocação, emitiram uma nota no final da tarde dessa quinta-feira (30), onde dizem que: “resolveram não comparecer à reunião marcada, na Câmara Municipal, por entenderem que a denúncia deve ser averiguada na própria Central de Monitoramento, agenda que será realizada neste dia 31 de julho às 9h, e se necessário, com o uso da força policial”.
Coordenador rebate denúncias
Em entrevista exclusiva ao jornal O Imparcial, o coordenador da GCM rebateu as denúncias e disse que está tranquilo para prestar os esclarecimentos necessários aos vereadores e à população.
Viaturas
Sobre as denúncias sobre a falta de manutenção das viaturas, Silva relatou que os 7 carros e 5 motocicletas usadas no patrulhamento diário recebem manutenção preventiva e, apesar de quatro viaturas terem apresentado problemas mecânicos devido ao desgaste natural das peças, duas já foram reparadas e chegaram ontem à sede da GCM, outra estava em uma oficina particular passando por uma revisão geral e a quarta está aguardando vaga na oficina para onde será enviada até a próxima segunda-feira para também passar por uma revisão geral na parte mecânica. Já as motocicletas passam por revisões periódicas e estão todas em perfeitas condições.
Silva lembrou que uma viatura que estava com a porta amassada e foi mostrada em uma reportagem de uma emissora de TV, se envolveu em um acidente de trânsito há cerca de um mês e meio, em um acompanhamento a uma motocicleta que tentou fugir da abordagem, e aguarda os trâmites necessários para a liberação do orçamento para seguir para a oficina de funilaria e pintura.
Fardamento
Diferente do que foi registrado nas denúncias, de acordo com Silva, os uniformes e calçados usados pelos guardas não foram entregues há 7 ou 10 anos, mas sim, no dia 22/06/2010 quando foram liberados três fardamentos completos a todos os GMs.
Silva lembra que em 2014 foi feito um pedido para a troca de todos os uniformes pela prefeitura, porém, com o anúncio da verba federal de R$ 820 mil que seria liberada para a GCM, o edital foi prorrogado.
Como a verba não chegou até hoje, a compra do fardamento ainda não foi realizada, mas um pedido para um Processo Licitatório de número 4213/2015 foi registrado no último dia 22, para a compra de uniformes novos para todos os guardas municipais.
Vereadores não foram barrados
Segundo Silva, os vereadores não foram barrados na Central de videomonitoramento por ele, e ainda lembrou que o local fica anexo ao Museu de Futebol e Esportes que é aberto ao público em geral. O coordenador alegou que quando os vereadores chegaram ao local, ele aguardava o secretário Nino para uma reunião de trabalho que seria realizada com o gerente de monitoramento, a corregedora da GCM, o gerente de projeto e o gerente da Defesa Civil, que já havia sido agendada com antecedência.
“Eu falei para o Nino que os vereadores estavam querendo vistoriar as câmeras, e ele me disse que depois da reunião que já estava atrasada, a vistoria seria autorizada, mas ao final da reunião quando fomos chamá-los para entrar, eles já haviam ido embora. Ninguém foi barrado, eles é que não quiseram esperar”, disse Silva.
Ainda de acordo com o coordenador, das 25 câmeras que fazem parte do sistema de videomonitoramento, 17 estão operando normalmente e as outras 8 passam por manutenção.
Represálias
Alguns guardas reclamaram também de sofrerem represálias e perseguição pela coordenação, porém, Silva relatou que o simples fato de pedir para que os guardas respeitem o horário de entrada no trabalho é visto por eles como perseguição. “Tem guardas que chegam atrasados quase todos os dias, outros que não respeitam as normas de trabalho, e quando a gente fala com eles, acham que estão sendo perseguidos. Eu só quero que eles cumpram seus deveres e respeitem a Instituição”, rebateu.
Otimização
Mas nem só de denúncias vive a GCM, o coordenador contou para a reportagem do O Imparcial que está sendo feita uma reformulação nas escalas de uso das viaturas para otimizar o sistema e reduzir o desgaste das mesmas, assim como o consumo de combustível.
De acordo com Silva, viaturas que antes permaneciam em postos fixos como a UPA Centra, UPA da Vila Xavier e Casa Transitória, serão liberadas, pois os guardas vão permanecer a pé, e somente irão solicitá-las se necessário.
“Desta forma as viaturas irão rodar menos e teremos sempre uma viatura para reposição se for necessário, coisa que não acontecia, pois todas as viaturas estavam sendo usadas no patrulhamento”, conclui Silva.

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