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Bingo na rodovia SP-255

O ex-diretor da Odebrecht Roberto Cumplido explicou o esquema de corrupção – ontem no jornal da TV Globo foi exibida a gravação do delator. “As licitações já eram pré-estabelecidas entre as empreiteiras. O valor fixado para executar as obras era bem mais alto, por exemplo: Se a estrada custava R$ 15 milhões cobravam R$ 45 […]

Delator confirma pagamentos feitos a funcionários do DER em Araraquara para liberação de contratos

José A C Silva

Araraquara, prestes a completar 200 anos, nunca foi tão famosa. Nem precisava do selo do Kassab, pois quem tem projetado a nossa “Terrinha” é a Operação Lava Jato. Nunca fomos tão próximos de ex-presidentes e nunca foram tão faladas as nossas rodovias.

O ex-diretor da Odebrecht Roberto Cumplido explicou o esquema de corrupção – ontem no jornal da TV Globo foi exibida a gravação do delator. “As licitações já eram pré-estabelecidas entre as empreiteiras. O valor fixado para executar as obras era bem mais alto, por exemplo: Se a estrada custava R$ 15 milhões cobravam R$ 45 milhões – por menos nenhuma empreiteira pegava o serviço. Era feito um bingo entre eles para ver quem executava as estradas na ordem de sorteio”, disse.

Os pagamentos indevidos da Odebrecht foram para a execução de obras da Rodovia Comandante João Ribeiro de Barros (SP-255), que liga Araraquara a Jaú, entre 2005 e 2008. As acusações partem de acordo de delação premiada de ex-executivos da empreiteira na Operação Lava Jato. Segundo o delator Roberto Cumplido, os beneficiados com a propina foram Mario Rodrigues Junior, então diretor superintendente do DER; Mário Augusto Fattori Boschiero e Júlio Astolphi, então diretor de engenharia do DER-SP.

Em seu relato no acordo de delação premiada, Roberto ainda disse que foram pagos a Rodrigues Junior e a Boschiero, respectivamente, 4% e 1% do valor do contrato, para evitar que houvesse “algum tipo de atraso ou não liberação do contrato”. Segundo ele, a partir de 2007, os 4% do valor do contrato passaram a ser pagos a Júlio Astolphi.

O ex-diretor da Odebrecht Benedicto Barbosa da Silva Júnior confirmou que foi consultado e que autorizou os pagamentos ilícitos aos agentes públicos do DER. Carlos Paschoal, que sucedeu Benedicto, também disse que deu continuidade aos pagamentos ilícitos.

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