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Workshop discute erradicação dos lixões nos municípios de todo o país



Com o objetivo de discutir alternativas para o fim dos bolsões existentes nos municípios de todo o país, a Federação das Indústrias do Estado São Paulo (Fiesp) realizou o workshop sobre saneamento básico “Desafios da Gestão de Resíduos Urbanos” na última quarta-feira (19). Presidente da Comissão Especial de Estudos (CEE) de Alternativas para o Aterro […]

O vereador Elias Chediek representou Araraquara no evento realizado na Fiesp, em São Paulo

Com o objetivo de discutir alternativas para o fim dos bolsões existentes nos municípios de todo o país, a Federação das Indústrias do Estado São Paulo (Fiesp) realizou o workshop sobre saneamento básico “Desafios da Gestão de Resíduos Urbanos” na última quarta-feira (19). Presidente da Comissão Especial de Estudos (CEE) de Alternativas para o Aterro Sanitário, o vereador Elias Chediek (PMDB) esteve presente no evento na capital paulista. “Por fazer parte dessa Comissão, entendo que é de extrema importância termos conhecimento de todos os dados e estudos que existem a respeito do tema”, destacou o parlamentar.

A abertura e as considerações iniciais couberam ao moderador Diógenes Del Bel, diretor da Divisão de Saneamento Básico do Departamento de Infraestrutura da Fiesp. Em seguida, dentro do bloco “Eliminação e Recuperação dos Lixões”, o vice-presidente da Associação Brasileira dos Membros do Ministério Público de Meio Ambiente (Abrampa), José Eduardo Ismael Lutti, lembrou que “saneamento não é só esgoto e água, mas também a adequada destinação dos resíduos sólidos. Há a necessidade de um plano de gestão adequado, um plano integrado de resíduos sólidos, e mostrar à sociedade a importância da participação popular no processo. O governante tem que colocar a sociedade o mais próximo possível, mostrar ao munícipe quem são os ‘vilões’ da geração do resíduo sólido, para que se perceba a dimensão desse problema. Mostrar a realidade e quanto custa para a cidade”.

Já para o diretor-presidente da Associação Brasileira de Empresas de Tratamento de Resíduos Sólidos e Efluentes (Abetre), Carlos Roberto Fernandes, os lixões são questões econômicas e não somente ambientais. “O lixo não é de graça. Se você não paga taxa de lixo, quem paga é o serviço de saúde, por exemplo. Quem gera lixo é o cidadão, e esse serviço não é pago, e quando é pago, é mal pago”, afirmou. No entanto, normalmente a população não sabe como estão sendo aplicados os recursos obtidos, segundo explica. “A taxa de lixo é impopular, mas é o pagamento de um serviço entregue à população”, concluiu.

Ao final das palestras, Chediek avaliou que “as discussões ficaram muito em torno dos aterros sanitários. A Comissão de Estudos quer dar um salto dos lixões para as usinas de lixo, com a transformação do lixo em adubo e/ou energia elétrica, não dispensando a existência de aterro controlado, mas reduzindo drasticamente suas dimensões. Queremos na realidade transformar o lixo em recurso, deixando de poluir o solo, a água e o ar, ou seja, contribuindo para um meio ambiente mais sustentável e uma melhor qualidade de vida”.

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