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Turmas de 1968, 69 e 70 comemoram os 50 anos de formatura no IEBA

José Augusto Chrispim   A Escola Estadual Bento de Abreu (EEBA) foi palco de uma comemoração muito importante neste final de semana. Um grupo de ex-alunos dos cursos Científico, Clássico e Normal que se formaram no então Instituto de Educação Bento de Abreu (IEBA), entre os anos de 1968, 1969 e 1970, comemoraram os 50 […]

Turmas de 1968, 69 e 70 comemoram os 50 anos de formatura no IEBA

José Augusto Chrispim

 

A Escola Estadual Bento de Abreu (EEBA) foi palco de uma comemoração muito importante neste final de semana. Um grupo de ex-alunos dos cursos Científico, Clássico e Normal que se formaram no então Instituto de Educação Bento de Abreu (IEBA), entre os anos de 1968, 1969 e 1970, comemoraram os 50 anos da formatura na manhã desse sábado (6), no Anfiteatro da escola.

Durante a apresentação feita pelos ex-alunos e ex-professores do IEBA, que foi organizada por vários membros do grupo que reúne cerca de 180 pessoas, com destaque para Ayrton Filardi Jr., Marco Antônio Castelli Brandão e Maria Suely Crocci, entre outros, foi realizada uma justa homenagem ao mais ilustre ex-iebano, o escritor membro da Academia Brasileira de Letras, Ignácio de Loyola Brandão.

A professora universitária aposentada, Maria Suely Crocci, lembrou que a comemoração é feita por um grupo de ex-alunos de dez em dez anos, mas desta vez, três grupos se reuniram para comemorar os 50 anos da formatura. “Nós somos eternamente agradecidos por tudo o que aprendemos no IEBA, que era uma escola de qualidade, tanto é, que todos conseguiram vencer em suas profissões e serem pessoas de destaque, devido ao que aprendemos aqui”, destacou a professora.

Já a professora Maria Gianechini de Souza ressaltou as qualidades do amigo e contou um pouco da história de Ignácio Loyola em tom de poesia. “Quando criança, uma professora disse que Ignácio era seu pior aluno de desenho, que não conhecia perspectiva, não tinha criatividade, não era exato nos cálculos. Mas, pra nossa sorte aquilo não era verdade. No exame final da escola, no ano de 1956, ele precisa tirar nota 10 para passar. O professor Ulisses corrigiu a prova dele que valia uns 6,5 e deu 10. Ulisses Ribeiro disse que deu 10 pela loucura dele, por sua fantasia e pela sua grande imaginação. Depois falou: ‘Vai embora e segue seu caminho que é o da imaginação’. Assim nascia o grande escritor. Como jornalista, Ignácio escreveu sobre vários assuntos e registrou muitos fatos importantes pela Folha Ferroviária e pelo jornal O Imparcial, onde deixou a matéria prima para novas gerações”, ressaltou Maria.

 

Dia importante

“Essa manhã para mim, está sendo tão importante como a indicação para a Academia Brasileira de Letras. Rever esses amigos nesse dia bonito de sol, na minha querida Morada do Sol, não tem preço. Ao longo de minha carreira eu reescrevi a história do Brasil. Um pouco desse meu ofício eu devo a minha professora Helena que um dia, quando eu tinha 9 anos, deu uma cadernetinha preta para cada aluno da classe e disse pra gente sair pelas ruas do nosso bairro, o Carmo, e anotar tudo que fosse curioso, bonito, interessante, para depois a gente fazer uma redação. Eu fiz uma redação falando de uma girafa. Aquela foi uma das minhas primeiras experiências da minha imaginação. Tirei 10 e um aluno perguntou para a professora porque ele havia tirado 6, se tinha feito um texto falando sobre o que viu no bairro e eu falei sobre uma mentira. A professora respondeu que eu tirei 10 pela minha criatividade. Depois, o professor Ulisses foi fundamental para a minha carreira. No dia em que ele não me reprovou no exame e me mandou ir para a vida, ele me abriu as portas para a escrita. Mas no IEBA tinha uma turma da pesada, entre eles, a ex-primeira dama do Brasil Ruth Cardoso, o presidente do Supremo Tribunal Federal Sidney Sanches e o grande José Celso Martinez Corrêa. Hoje estou muito comovido por estar aqui e receber essa homenagem. Obrigado a todos”, discursou o homenageado.

 

Placa comemorativa

Uma placa em homenagem ao escritor e ex-iebano, Ignácio de Loyola Brandão, foi feita pelos ex-alunos e colocada em destaque na Escola Estadual Bento de Abreu, para eternizar a comemoração.

Programação intensa

As comemorações dos 50 anos de formatura tiveram continuidade no sábado (6), com um almoço comemorativo e homenagem da Academia Araraquarense de Letras ao Ignácio (seu patrono) com a entrega de um cartão de prata. À noite, foi realizado o coquetel dançante “mata saudade”. Neste domingo, ocorre um almoço festivo, onde os antigos companheiros de escola vão poder matar a saudade e relembrar as coisas boas da juventude.

 

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