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Tentativa de invasão a sites do governo teve cerca de 2 bilhões de acessos

O diretor-Superintendente do Serpro, Gilberto Paganotto, durante coletiva à imprensa fala sobre tentativa de invasão por hackers aos sites da Presidência da República e Receita FederalBrasília – Na tentativa de invasão de hackers aos sites da Presidência da República, do Portal Brasil e da Receita Federal, na madrugada de ontem, foram registrados cerca de 2 bilhões de acessos em um horário em que, normalmente, eles são “praticamente nulos”, disse o diretor superintendente do Serviço de Processamento de Dados (Serpro), Gilberto Paganoto. Segundo ele, esta foi a terceira grande tentativa de invasão este ano, uma a menos que em todo ano passado, mas a maior em volume de acessos.

De acordo com Paganoto, o “impressionante volume de acessos conseguido em tão pouco tempo” levou o Serpro a retirar os sites da Presidência da República e do Portal Brasil do ar entre a 0h40 a 1h40. O da Receita Federal, segundo o diretor do Serpro, permaneceu na rede. No entanto, funcionou com lentidão, causando a impressão de estar inacessível. No auge do ataque, foram verificados 300 mil acessos ao mesmo tempo, o mesmo número de declarações de Imposto de Renda que, segundo a Receita, chegou a ser enviado este ano no período de uma hora nos momentos de pico.

“Dois bilhões de acesso nesse curto período é um volume muito grande não suportável por qualquer provedor de sites na internet, mas sem dano nenhum a informações. São sistemas que, na gíria da informática, chamamos de robôs, colocados em provedores que ficam gerando os acessos”, explicou. O objetivo, segundo Paganoto, geralmente é fazer pichações em sites ou conseguir dados após os “tumultos de acesso”.

Paganoto disse ainda que as tentativas de invasão aos sites são frequentes, mas reforçou que o Serpro tem sistemas sofisticados e pessoas altamente treinadas acompanhando esse tipo de ataques durante 24 horas, todos os dias do ano. Segundo ele, para fazer os acessos foram usados provedores da Itália, mas podem ter outra origem. As questões legais do caso estão sendo tratadas pelo Gabinete de Segurança da Presidência da República e pela Polícia Federal. (Agência Brasil).

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