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Se não cuidar, vai faltar banana até para macaco

Especialistas dão dicas de prevenção contra ameaça de extinção da banana

José A C Silva
Fruta mais consumida em todo o mundo, a banana está sob o risco de ser infectada por mais uma doença destrutiva que já atinge algumas plantações na Ásia, Austrália e Moçambique. A doença nas bananeiras é provocada pelo fungo Fusarium oxysporum f.sp. cubense Tropical raça 4 (TR4), que atinge as variedades do subgrupo Cavendish, onde se destaca a variedade conhecida como Nanica, até então imune ao fungo. O Mal do Panamá já ocorre no Brasil, porém a raça 4 ainda não foi relatada no país. O grupo formado pela empresa de suco de laranja Cutrale e o banco Safra adquiriu a empresa produtora de bananas com sede nos Estados Unidos Chiquita, em um acordo avaliado em US$ 1,3 bilhão – no final de 2014. A Cutrale já tem expiriência em pragas na laranja, podendo também trazer o know-how do controle de doenças para a banana. De acordo com um estudo da Universidade Wageningen, da Holanda, divulgado no final do ano passado, na revista científica PLOS Pathogens, há risco de extinção da banana por conta da ação desse fungo. Porém, os pesquisadores da Universidade estão também estudando de que maneira é possível controlar a proliferação do fungo, que se dá especialmente pela contaminação do solo ou da água.
Entre os sintomas, as bananeiras começam a apresentar amarelecimento progressivo das folhas mais velhas em direção às mais novas. Depois elas murcham, secam e se quebram.
Para a Bióloga Cleusa Lucon, membro do CRBio-01 – Conselho Regional de Biologia – 1ª Região (SP, MT, MS), e a Agrônoma Josiane T. Ferrari, pesquisadoras científicas do Instituto Biológico/Secretaria da Agricultura e Abastecimento, além dos produtores ficarem atentos aos sintomas da doença em suas plantações, enquanto ainda não se chega a uma solução realmente efetiva de combate ao Fusarium oxysporum, o que se deve fazer neste primeiro momento é usar medidas de prevenção como: evitar a entrada de material de propagação de países onde ocorre a doença; fiscalização nas fronteiras, portos e aeroportos; e, em caso de suspeita da sua ocorrência em campo, comunicar ao Sistema de Defesa Agropecuária, para que sejam coletadas amostras oficiais e enviadas ao Laboratório de Diagnóstico credenciado pelo MAPA – Ministério da Agropecuária, Pecuária e Abastecimento.
Entre outras medidas que podem ser tomadas pelos produtores, elas ainda sugerem a utilização de mudas comprovadamente sadias e livres de nematoides, que deixam as plantas mais fragilizadas e suscetíveis a doenças. Como também manter o pH do solo mais próximo da neutralidade com ótimo nível de cálcio, magnésio e potássio, que são ótimos nutrientes para as plantas, aumentando consideravelmente a resistência delas à ação do fungo.

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