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Pesquisa UFSCar avalia a qualidade dos serviços nos principais aeroportos de SP

Estudo também indicou ações para a melhoria dos serviços aéreos

UFSCar desenvolveu estudo para analisar os serviços dos quatro principais aeroportos do Estado de São PauloCom o objetivo de identificar erros e sugerir melhorias para o sistema aeroportuário, uma estudante do curso de Engenharia de Produção do campus Sorocaba da UFSCar desenvolveu estudo para analisar os serviços dos quatro principais aeroportos do Estado de São Paulo. O trabalho foi desenvolvido tendo em vista, inclusive, a realização da Copa do Mundo de 2014 e as Olimpíadas do Rio em 2016.

A autora do estudo, Débora Grassetti Martins da Costa, foi orientada pelos professores Miguel Ángel Aires Borrás, Andréa Regina Martins Fontes e João Eduardo Azevedo Ramos da Silva, docentes do campus Sorocaba da UFSCar e integrantes do Grupo de Estudo e Pesquisa em Inovação e Transferência Tecnológica (GEPITec). Em seu trabalho ela entrevistou 200 usuários que utilizam os aeroportos para viajar, seja a turismo ou para trabalho.

Os resultados obtidos variam de aeroporto para aeroporto mas, de modo geral, revelam a necessidade de ampliar variedade de serviços prestados em alimentação, ampliar o terminal de passageiros principalmente para embarques internacionais, ampliar a área de desembarque, implantar sistemas de interligação com serviços de transporte municipais nas cidades onde se localizam os aeroportos, ampliar a quantidade de assentos por todo o aeroporto, melhorar o sistema de esteiras, implantar mais fingers para embarque e desembarque de passageiros, minimizar o uso do sistema de desembarque realizado por ônibus, melhorar a sinalização e sistemas de orientação e informação, ampliar o uso de elevadores facilitando a movimentação em rampas e escadas para idosos, disponibilizar Internet sem fio gratuita, aumentar e melhorar a qualidade de sanitários e melhorar a infraestrutura de estacionamento. “Pensando na Copa do Mundo de 2014 e nas Olimpíadas Rio-2016, o tempo para a melhoria da infraestrutura é muito curto. Mesmo assim, esse tipo de investimento parece um pouco mais provável de ser realizado nesse pequeno período, do que a melhoria da capacitação de pessoal”, afirma o orientador.

Segundo Borrás, o cenário caracterizado pelo estudo indica despreparo quanto ao atendimento prestado pelos funcionários com os usuários e também a falta de uma supervisão eficaz da qualidade dos serviços das lojas e prestadores de serviço que constituem o varejo aeroportuário. Além disso, segundo o professor, o Brasil precisa aproveitar o maior fluxo de estrangeiros no país para interiorizar esse tipo de turista e distribuir os recursos que ele pode trazer. “Para isso, construir e melhorar a infraestrutura, capacitação de pessoal e gama de serviços oferecidos em aeroportos do interior dos Estados, bem como a infraestrutura de terminais rodoviários, torna-se fundamental para o sucesso de ampliar as fronteiras da economia do turismo no Brasil, setor econômico ainda muito mal estruturado se comparado a países da Europa, Ásia e Américas”, explica.

A pesquisa foi realizada com autorização da Empresa Brasileira de Infra-Estrutura Aeroportuária (INFRAERO) e do Departamento Aeroviário do Estado de São Paulo (DAESP), sendo que os resultados obtidos foram encaminhados aos órgãos para o auxílio na montagem dos planos de melhorias da infraestrutura dos aeroportos de São Paulo. Outras informações sobre este estudo podem ser obtidas pelo e-mail maborras@ufscar.br ou pelo telefone (15) 3229-5933.

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