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Palha do milho gera renda aos assentados do Bela Vista



Produtores familiares do assentamento chegam a faturar R$ 300, por semana, com a extração a palha do milho

Palha do milho gera renda  aos assentados do Bela Vista

Um grupo de 22 moradores do Assentamento Bela Vista, a maioria mulheres, participa de um mutirão que tem gerado renda a suas famílias. Durante o período da colheita do milho, que acontece entre os meses de março a maio, esses produtores familiares do assentamento chegam a faturar R$ 300, por semana, com a extração a palha do milho, que atende o mercado de cigarros de palha.

Silvani Silva, coordenadora executiva de Agricultura, ligada a Secretaria Municipal do Trabalho e Desenvolvimento Econômico, que acompanha e orienta as atividades dos assentados, explica o grupo passa de lote em lote, até atender todas as famílias que plantaram milho para a temporada. Neste sistema, por exemplo, um membro da família deixa de trabalhar na produção do seu lote, enquanto os demais membros continuam a cuidar das outras plantações.

 “O sistema de mutirão ajuda muito também as famílias menores, que têm poucos membros, pois agrega força de trabalho para que essa família possa tirar melhor aproveito da sua terra”, enfatiza Silvana, que apoia e defende a iniciativa como uma oportunidade na geração de renda. “É muito importante que as famílias se juntem para retirar a palha, assim criam emprego para eles e conseguem mais lucro com o plantio do milho”, acrescenta.

Na opinião de Maria Madalena Castelar, produtora e administradora do mutirão, a venda da palha chega a ser mais lucrativa que a venda do próprio milho.  “O mutirão melhora a renda e ajuda no sustento das famílias no decorrer do ano. O cálculo é feito na semana, mas tem gente que prefere receber tudo no final da safra e assim conseguir mais dinheiro para adquirir um bem de maior valor ou benfeitoria em sua casa”, explica Madalena.

O Assentamento Bela Vista também é um produtor de cereais, além dos hortifrútis do qual é bem conhecido, e é por meio da produção de grãos que os assentados diversificam sua produção, conquistam mais seguimentos do mercado e não ficam dependendo de uma única cultura. “Neste ano, as famílias que optaram pela plantação de soja, por exemplo, alcançaram uma área de 450 hectares e conseguiram produzir mais de 18 mil sacas. Isso é bem lucrativo”, finaliza Silvani.

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