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O outro lado da Copa do Mundo



O outro lado da Copa do Mundo

O Jornal O Imparcial representado pela repórter Suze Timpani, acompanhou integrantes daCentral Sindical Popular (Conlutas) para um ato em apoio aos metroviários da cidade de SãoPaulo, que aconteceu no dia 12 de junho, quando também se iniciava a Copa do Mundo.Dos ônibus que saíram do interior rumo a este ato, 23 foram impedidos de entrar em São Paulo. O grupo que a repórter Suze Timpani acompanhou era composto por três cidades, Araraquara, SãoCarlos e Rio Claro.Ela relata que todos os ônibus foram parados e revistados pela polícia antes de entrar nacidade. “Foi necessário fazermos uma rota alternativa para chegarmos até o Terminal de metrôda Barra Funda para de lá seguirmos até o Terminal do Tatuapé, pois a polícia estava fazendocerco em toda a cidade”. A repórter conta que saíram do Tatuapé rumo ao ato organizado peloSindicato dos Metroviários em solidariedade aos 42 metroviários demitidos, mas, a todomomento a polícia cercava qualquer grupo que quisesse chegar ao sindicato. “Quando chegamos àrua onde estava acontecendo a manifestação, a mesma já estava coalhada de jornalistas domundo inteiro. O Batalhão de Choque já havia dissipado a multidão com bombas de efeito morale gás lacrimogênio”.Suze conta ainda que saíram daquele ponto e foram acompanhando as pessoas que andavam de umlado para o outro e que em todos os pontos o policiamento era ostensivo e eram orientados porhelicópteros da PM e Força Nacional.Relata também que o grupo resolveu retornar ao Terminal Tatuapé para de lá partir para BarraFunda onde estavam os ônibus. “Quando chegamos ao terminal já havia vários manifestantes ea polícia militar, Choque e a Cavalaria já faziam todo o cerco. A tropa de choque da PolíciaMilitar entrou no terminal por duas vezes e foi nesse momento que o grupo se perdeu”. A repórter diz que antes do segundo confronto, ela e alguns integrantes do grupo conseguiramentrar para o embarque, mas logo em seguida o Terminal foi fechado. Ali ninguém entrava e nemsaía. E que nesse momento já haviam se perdido do outro grupo. Assim, ela e as outras pessoasacreditavam que os perdidos estivessem no confronto, por não terem conseguido passar pelosportões. Mas logo em seguida receberam um telefonema do grupo dizendo que estavam bem e que
já estavam no Terminal da Barra Funda.” Nesse momento a polícia interpelou o grupo que nosaguardava para uma revista geral.Aguardamos abrir a circulação de trens e metrôs após os confrontos e partimos de volta paraencontrar o restante do grupo”. Quando já estavam dentro do metrô, Suze diz que receberam umtelefonema dizendo que a polícia havia detido para averiguação 29 integrantes do grupo porportarem vinagre e máscaras, que servem para proteger as narinas do gás lacrimogênio. Quandoa repórter chegou com os outros integrantes onde o grupo estava retido, pediu autorizaçãopara filmar ou fotografar, mas a Major que comandava a operação negou. Nesse momento foichamada por um rapaz que havia feito uma foto da detenção, na qual passou por e-mail para oJornal. Assim que foram levados pela polícia, Walter Miranda, Maurício Aguena ,dirigentes daConlutas e advogados foram para a 23a. DP no bairro de Perdizes, onde todos após averiguaçãoforam liberados, pois nada constava contra eles. Foi lavrado um BO n.3067/2014.

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