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Novas regras para setor ferroviário podem aumentar competitividade e baratear fretes

Marco estabelece metas para cada trecho ferroviário

O diretor-geral da ANTT, Bernardo Figueiredo, fala sobre as resoluções referentes ao marco regulatório das ferroviasBrasília – O novo marco regulatório do setor ferroviário, publicado ontem no Diário Oficial da União, deverá ampliar a competitividade no setor e reduzir o custo dos fretes, na avaliação do diretor-geral da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), Bernardo Figueiredo. “O objetivo é criar um ambiente competitivo nas ferrovias para uma melhoria na qualidade dos serviços e um melhor processo de formação dos preços. Vamos ter preços mais competitivos e serviços de melhor qualidade”.

Entre as principais mudanças estão o estabelecimento de metas para cada trecho ferroviário, que serão estabelecidas a partir do ano que vem, e o direito de passagem, que determina que uma concessionária pode usar os trilhos de outra, pagando uma tarifa por isso. Segundo Bernardo, as regras criam compromissos de exploração da malha ferroviária. “Hoje, da forma como [a malha] é gerenciada, as concessionárias não têm compromisso em explorar toda a malha e isso permite que parte não seja utilizada”.

Dos 28 mil quilômetros de malha ferroviária que existem atualmente, cerca de 10 mil quilômetros estão em boas condições de trafegabilidade, mas não são plenamente utilizados. Cerca de 6 mil quilômetros não estão em condições de ser usados.

Segundo Bernardo, essas resoluções também criam as condições para que esses trechos possam ser reutilizados. Se a concessionária não tiver a proposta de explorar e criar serviços nesses trechos, pode abrir para o mercado ou devolver para o governo. “Esses trechos só não terão transporte ferroviário se o mercado, de uma forma integral, não tiver a percepção de que isso é viável”.

Até o fim do ano, a ANTT deve colocar em consulta pública uma proposta sobre os tetos tarifários para cada tipo de transporte. Os tetos nunca foram alterados desde o início das concessões, em 1996, apenas corrigidos a cada ano.

Bernardo diz que, apesar dos questionamentos dos concessionários sobre as novas regras, todas as mudanças foram debatidas dentro do governo e têm segurança jurídica. A Associação Nacional dos Transportadores Ferroviários (ANTF) informou que ainda irá avaliar as mudanças antes de se manifestar. (Agência Brasil).

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