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Mulheres negras protagonizam 4ª edição do Prêmio Dra. Rita de Cássia

Solenidade das 19h desta quinta-feira (25), na Biblioteca Mário de Andrade, homenageará dez mulheres negras de Araraquara

Mulheres negras protagonizam 4ª edição do Prêmio Dra. Rita de Cássia

Dez mulheres negras de Araraquara terão suas trajetórias reconhecidas nesta quinta-feira (25) como parte do enfrentamento e da luta contra as desigualdades de gênero e raça.

Os nomes das homenageadas serão conhecidos na 4ª edição do Prêmio Dra. Rita de Cássia, que será realizada a partir das 19h, na Biblioteca Municipal Mário de Andrade, e compõe as celebrações referentes ao Dia Municipal e Internacional da Mulher Negra, Latino-Americana e Caribenha e Dia Nacional de Tereza de Benguela.

O Prêmio Dra. Rita de Cássia, organizado pela Coordenadoria Executiva de Políticas de Promoção da Igualdade Racial, vinculada à Secretaria Municipal de Planejamento e Participação Popular, foi instituído por meio de decreto municipal de 29 de julho de 2016.

Esta solenidade homenageia mulheres negras de Araraquara que tenham se destacado profissionalmente ou prestado relevantes trabalhos na área social. A escolha das homenageadas deste ano foi feita pelas dez contempladas com o prêmio na edição de 2018.

Na terça-feira (23), no programa ‘Canal Direto com a Prefeitura’ (no ar de segunda a sexta-feira, via página do Facebook da Prefeitura), a coordenadora do Centro de Referência da Mulher, Cássia Ferreira, e o coordenador de Políticas de Igualdade Racial, Luiz Fernando Costa de Andrade, deram mais detalhes sobre o evento.

“Será um ato festivo, aberto ao público em geral, que visa dar maior visibilidade à mulher negra de Araraquara em meio a intervenções artísticas”, disse Cássia.

Exposição

“O principal objetivo dessa premiação é mostrar à sociedade a importância das ações e o dia a dia dessas mulheres. Também é uma forma de expor à comunidade a força da mulher negra, que mesmo enfrentando todo tipo de preconceito consegue se manter no emprego formal, às vezes até como arrimo de família”, afirmou Luiz Fernando.

“A história dessas mulheres homenageadas se confunde com a história do crescimento e do desenvolvimento de Araraquara”, acrescentou.

Andrade também destacou a importância da patrona do prêmio, Dra. Rita de Cássia, que com toda humildade tornou-se advogada e atuou na OAB (Ordem dos Advogados do Brasil) e no bairro do Carmo, além de ajudar na fundação do ‘Centro Afro Mestre Jorge’ de Araraquara, entre outras ações.

De acordo com Cássia Ferreira, na prática, o prêmio também visa mostrar a mulher negra da cidade, normalmente invisível porque às vezes ocupa uma posição subalterna na sociedade.

E ainda lembrou que a solenidade também é uma forma de denunciar as condições dessa mulher em Araraquara. “Os maiores índices de feminicídio envolvem a mulher negra e muitas vivem em condições de subemprego, sem nunca galgar altos postos de liderança ou chefias”.

“Essas mulheres são a cara de Araraquara e precisam ser vistas e valorizadas, já que a premiação significa o empoderamento delas”, enfatizou.

Histórico

Rita de Cássia, que dá nome ao prêmio, nasceu em Marília em 1965, mas foi em Araraquara que passou grande parte da vida, advogando e militando pelos direitos da mulher negra.

De família pobre, lutou para realizar seu sonho de fazer faculdade, formando-se advogada em 1991. Rita presidiu a Comissão da Igualdade Racial da OAB – Subseção de Araraquara, além de ter sido voluntária do SOS Racismo do Centro de Referência Afro Mestre Jorge e integrante do Comcedir e do Intecab (Instituto Nacional da Tradição e Cultura Afro-Brasileira). A ativista, que sempre foi destaque no movimento negro e de mulheres, faleceu no dia 6 de junho de 2016.

Referência

O Dia Internacional da Mulher Negra Latino-Americana e Caribenha e o Dia Nacional de Tereza de Benguela são um marco internacional da luta e da resistência da mulher negra contra a opressão de gênero, o racismo e a exploração de classe.

Tereza de Benguela foi uma importante líder quilombola mato-grossense, símbolo da resistência negra no Brasil Colonial do século XVIII.

O 25 de julho surgiu em 1992, durante o 1º Encontro de Mulheres Afro-Latino-Americanas e Afro-Caribenhas, em Santo Domingo, na República Dominicana.

No Brasil, a data foi instituída em 2014, por Dilma Rousseff, como o Dia Nacional de Tereza de Benguela e da Mulher Negra.

Já o Dia Municipal da Mulher Negra, Latino-Americana e Caribenha foi incluído no calendário oficial de eventos de Araraquara por meio da Lei nº 7.234, de 22 de abril de 2010.

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