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Fundação do PSD tem assinatura de 37 políticos com mandato

O prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab(c), e a senadora Kátia Abreu no lançamento da ata de fundação do PSD, na Câmara dos DeputadosIdealizado a partir do movimento liderado pelo prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab, o Partido Social Democrático (PSD) foi fundado simbolicamente durante cerimônia ocorrida em Brasília ontem para colher assinaturas à ata de criação da nova sigla.

Durante o evento, que durou pouco mais de uma hora, 28 deputados federais, dois senadores, cinco vice-governadores, um governador, além do próprio Kassab, no total de 37 políticos com mandato, assinaram a ata como fundadores do PSD. Esse número deve aumentar, uma vez que ata ficará aberta para assinaturas até o final da tarde desta quarta.

O evento faz parte da primeira etapa exigida pela legislação eleitoral para a criação de um partido político. A ata deve fundação precisa ter mais de 100 assinaturas para poder ser registrada em cartório. A partir disso, os líderes da nova legenda terão de conseguir 500 mil assinaturas de filiados para obter o registro junto ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Só então o partido poderá existir.

No evento de ontem, Kassab afirmou que a intenção dos líderes do novo partido é concluir a coleta de assinaturas até julho. “Por enquanto a nossa atuação será técnica [para cumprir as exigências jurídicas da criação do partido]. Em julho começaremos a atuação política”, disse Kassab.

O prefeito de São Paulo disse que o PSD será “um partido moderno” e conclamou os colegas a construir um partido “sem patrulhamento” e sem “camisa de força” de projetos de oposição ou de governo. Kassab disse que o PSD vai nascer “independente”, sem assumir um lado na política.

“É um partido que nasce com identidade, ideias claras, e com pessoas que defendem liberdades individuais, liberdade de imprensa, ações expressivas de saúde e educação. O partido nasce independente, com membros liberados para votar projetos de acordo com suas convicções”, afirmou Kassab.

Durante a cerimônia, a senadora Kátia Abreu (TO), cotada para assumir a presidência do novo partido, afirmou que o PSD não será como a oposição: “Uma empresa de denúncias.”

O presidente da Câmara dos Deputados, Marco Maia (PT-RS), compareceu ao evento de fundação do PSD e afirmou que irá trabalhar para “ajudar a consolidar” a nova sigla e disse que o partido será tratado com respeito na Casa. O líder do governo no Senado, Romero Jucá (PMDB-RR), também compareceu ao encontro.

O vice-governador de São Paulo, Guilherme Afif estimou em torno de 40 deputados a bancada inicial do PSD. Já no Senado, Afif preferiu aguardar a conclusão das assinaturas. Kassab falou em “dezenas” de prefeitos e deputados estaduais filiados ao PSD nos estados.

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