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Fosfoetanolamina será liberada

Massafera afirmou que em 30 dias o medicamento vai estar à disposição via judicial e, em 180 dias, será liberada em todo o país

José A C Silva
O deputado estadual Roberto Massafera (PSDB) foi tratado por 90 dias com a Fosfoetanolamina (sintética) – popularmente conhecida como pílula do câncer -, passando a ser um defensor contumaz do produto. A fosfoetanolamina foi desenvolvida na USP em São Carlos, pelo pesquisador Gilberto Orivaldo Chierice, que em 2015 foi elogiado e criticado praticamente em todas as mídias.
Em entrevista exclusiva ao jornal O Imparcial, Massafera mediante aos debates, explica que em 1995 a droga foi levada para o Hospital do Câncer de Jaú, através de um convênio com a USP, onde foi testada por dois anos sem causar nenhum efeito colateral. “Os estudos não foram concluídos, na época quem credenciava era o Ministério da Saúde que encerrou suas atividades no setor de credenciamento de medicamentos. Posteriormente foi criada a Anvisa, que dificultou a liberalização da Fosfoetanolamina. A fama da pílula correu, e muitos pacientes que foram beneficiados pelo produto indicaram a USP, que continuou a fazer 100 comprimidos por dia de maneira artesanal. O que é pouco pela demanda, pois cada paciente precisa de dois por dia durante pelo menos durante 3 meses.
Já foram detectados pelo menos 200 tipos diferentes de câncer e pode-se desenvolver a doença em qualquer órgão do corpo. Cada órgão é constituído por vários tipos diferentes de células estruturadas em camadas, por exemplo, de tecido epitelial, outra de tecido conjuntivo, glandular, de tecido muscular e assim por diante. Cada tipo de tecido é constituído de tipos específicos de células. O câncer pode se desenvolver a partir de quase qualquer tipo de célula no corpo.
Atualmente o maior gasto do governo é com as pessoas portadoras de câncer. A quimioterapia, radioterapia e outros medicamentos apresentam eficácia de 50%, já a Fosfoetanolamina 30%, o que já diminuiria de maneira expressiva o gasto na área de oncologia. Uma vez no organismo a substância sinaliza as células cancerígenas, formando água (H2O) destruindo a célula doente e diminuindo os tumores.
Hoje tem 1200 liminares para que a USP ofereça o medicamento. Para dar conta da demanda teriam que ser produzidas 100 mil pílulas por dia.
Em face do problema o governador Geraldo Alckmin (PSDB) junto com o secretario da Saúde, David Uip e o ministro da Saúde, Marcelo Castro, deputados estaduais e senadores resolveram dar uma solução mediante os embasamentos da Anvisa ( Agência Nacional de Vigilância Sanitária).
O deputado Roberto Massafera também afirmou que vão ser cumpridas todas as etapas legais – médicas e laboratoriais. Foi estabelecido que a Furp fique com a produção industrial. A parte fármaco química será feita por laboratório particular credenciado pela Anvisa, que fará as transformações químicas na síntese da Fosfoetanolamina. Na primeira etapa nos próximos 30 dias serão atendidas as ordens judiciais. E dentro de 180 dias estará à disposição o medicamento em todo o território nacional.

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