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Dia do Publicitário é comemorado hoje

Coordenadora e professor de Publicidade da Uniara falam sobre o perfil do profissional e os desafios da carreira

Hoje, dia 1º de fevereiro, é comemorado o Dia do Publicitário, profissional que precisa ser criativo e estar atualizado sobre os mais diversos assuntos. A coordenadora do curso de Publicidade e Propaganda do Centro Universitário de Araraquara – Uniara, Eduarda Escila Ferreira Lopes, e o professor da graduação, Samuel Gatti Robles, falam sobre o perfil do profissional e os desafios da carreira.
Para Eduarda, o estudante da área “deve ser aquele que gosta da vida, de novas experiências, de conhecimento, e ser curioso”. Robles comenta que a profissão não é regulamentada, “mas o diferencial está no fato de você estudar e buscar o conhecimento para a formação de um profissional completo, e não simplesmente aquele que saiba mexer no computador e fazer anúncios ‘bonitinhos’”.
“Fazer publicidade é muito mais do que isso. É entender o comportamento do consumidor, quais são os ‘gatilhos’ para que ele tenha vontade de comprar, a aceitação de novas ideias, um conceito etc. Portanto, o publicitário que passa por uma formação tem uma sequência de disciplinas que servem de subsídios para ele construir todo esse arcabouço teórico e técnico para poder entregar ao cliente a propaganda inteligente, que convence e vende”, destaca o professor.
Reforçando essa visão, Eduarda coloca que, em sua opinião, o maior desafio para o profissional hoje “é conhecer e entender as pessoas, o consumidor e estar aberto aos novos negócios”. Robles acrescenta que é preciso saber também usar as novas tecnologias, partindo da ótica dos consumidores. “A chamada geração Y, por exemplo, tem uma linguagem toda especial. Portanto, o publicitário tem que saber usar os melhores meios – e os digitais têm provado que são os melhores – para alcançar essas pessoas, falando a linguagem apropriada e coerente, e que encontre ‘eco’ nesse novo público”, aponta o docente, que considera que uma das grandes revoluções na comunicação é a tecnológica.
“Temos a expansão e o crescimento exponencial das formas de se impactar as pessoas . Isso tem acontecido pelos novos meios que utilizam a tecnologia como base para enviar a informação. Existe uma disciplina no curso de Publicidade e Propaganda chamada ‘Laboratório de Tecnologias Digitais’, em que são abordadas questões ligadas a essa cultura digital e à forma como as pessoas estão se relacionando nos novos meios, e a parte prática é a criação de campanhas específicas para esses veículos. Pode-se incluir desde o desenvolvimento de um simples blog até a criação de anúncios para o Facebook, abordando segmentação e rastreamento de pessoas para a entrega de conteúdos específicos”, explica Robles.
Hoje, ao criar anúncios, o profissional está mais atento a polêmicas e restrições, o que não é visto como obstáculo por Eduarda. “A publicidade é sempre uma tendência e vai ao encontro das novas diretrizes. A criatividade é sempre estimulada por novas tendências”, aponta.
Por sua vez, o professor afirma que entende que existem pessoas que se sentem ofendidas e acha que a propaganda precisa ter um limite. “Não podemos achar que a porta deve se abrir para todos os lados para falar o que der na cabeça. É preciso ter cuidado e respeito. Um exemplo que dou, embora existam pessoas que pensam de forma diferente, é o jornal francês Charlie Hebdo, que, para mim, exagera. Eles pregam a liberdade, mas acho que avançam fronteiras e acabam causando muita confusão”, diz.
Já na propaganda brasileira, Robles acredita que há excesso no “politicamente correto”. “Você precisa andar em uma linha muito tênue e se desviar um pouco para direita ou esquerda, pois pode ser acusado de crimes dos mais diversos tipos. Um exemplo muito atual foi a ‘sacada’ do Banco Itaú, que fez uso, do meu modo de ver, de uma licença poética, e lançou o vídeo ‘Itaú Digitau’, com ‘u’ mesmo (https://goo.gl/snh04z). Quinze pessoas entraram com uma reclamação no Conselho Nacional de Autorregulamentação Publicitária – Conar alegando que o vídeo seria um problema para crianças em fase de alfabetização. Esse tipo de reclamação eu acho que já é um exagero”, reflete.
Com ou sem excessos, o fato é que ele e Eduarda valorizam a carreira. “Parabenizo a nobre profissão de entender as pessoas e fazer chegar até elas uma mensagem, seja comercial ou institucional, online ou offline, sempre carregada de emoção e grandes sensações. A publicidade tem meu respeito e minha admiração”, felicita a coordenadora.
“A publicidade não é o glamour que se vende por aí. A publicidade real não acontece nas festas, nas baladas, nas reuniões com pessoas descoladas e que só sorriem. A publicidade tem uma parcela de criatividade e inspiração, mas é muita transpiração. Para ser publicitário, é preciso se reinventar todos os dias e derrubar todas as barreiras que o impede de se aproximar de pessoas e culturas diferentes e que, na maioria das vezes, são a sua fonte de inspiração”, finaliza Robles.
Informações sobre o curso de Publicidade e Propaganda da Uniara podem ser obtidas no endereço www.uniara.com.br ou pelo telefone 0800 55 65 88.

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