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Chiquita, maior empresa de bananas do mundo, agora é da Cutrale

Está fechada a compra da maior empresa produtora de bananas do mundo pelas empresas brasileiras Cutrale e Safra, um negócio de US$ 1,2 bilhão

José A C Silva

A fabricante de suco de laranja Cutrale e o banco de investimentos Safra Group elevaram na última quinta-feira (23) uma oferta definitiva para adquirir a Chiquita Brands, em uma nova tentativa de afundar os planos da empresa de bananas norte-americana de se fundir com a rival irlandesa Fyffes.
O grupo Cutrale-Safra melhorou sua oferta em dinheiro para 14,5 dólares por ação, ante 14 dólares oferecidos em 15 de outubro, avaliando a Chiquita em cerca de 682 milhões de dólares, ou 12,5 vezes seu lucro antes de juros, impostos, amortizações e depreciações.
A compra já foi fechada e deve ser oficialmente anunciada na segunda -feira, segundo fontes envolvidas diretamente nas negociações.
Isso significa que o Brasil passa a deter o controle da maior empresa de bananas do mundo. Foi mantido o que foi oferecido na quinta-feira US$ 14,5 dólar por ação, informou a fonte. O controle ficará nas mãos dos milionários José Luís Cutrale e Joseph Safra.
A Chiquita, empresa que atua no segmento de frutas tropicais, especialmente bananas, já havia recusado mais de uma vez as ofertas de compra. Em agosto, refutou a proposta de US$ 625 milhões feita pelas duas empresas brasileiras.
Na época a Chiquita informou que a proposta do Safra e da Cutrale não atendia “os melhores interesses da empresa e de seus acionistas”.
O mercado global de bananas, US$ 7 bilhões, é controlado pela Chiquita, a Fresh Del Monte Produce, a havaiana Dole Food Company e a Fyffes.
A Chiquita, sediada em Charlotte, na Carolina do Norte, Estados Unidos, vinha negociando uma fusão com a Fyffes, de Dublin, na Irlanda, anunciado pelas duas companhias em março.
Na quinta-feira, os grupos Cutrale e Safra aumentaram pela segunda vez sua oferta de compra à produtora americana de bananas Chiquita Brands International, que rejeitou suas ofertas anteriores por estar preparando uma fusão com a distribuidora irlandesa Fyffes.
Os acionistas da Chiquita realizaram assembleia geral nesta sexta-feira, 24, e decidiram desistir da fusão e aceitar a oferta das brasileiras. Agora a Chiquita terá que indenizar a Fyffes, segundo o acordo entre os dois grupos. Fonte Reuters.

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