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Cerca de 2 mil servidores municipais decretam estado de greve

Trabalhadores também aprovaram apresentar denúncia contra a Prefeitura por prática antissindical

Cerca de 2 mil servidores municipais decretam estado de greve

Ariane Padovani

 

Aproximadamente 2 mil servidores municipais se reuniram na noite dessa terça-feira (14), em frente à Câmara Municipal, para participarem de uma assembleia organizada pelo Sindicato dos Servidores Municipais de Araraquara e Região (SISMAR) e decidiram por unanimidade fazerem paralisações contra a prefeitura.

A manifestação foi motivada pelo fato de o prefeito Edinho Silva (PT), segundo sindicato, ter atropelado o processo de negociação salarial com os servidores e enviado projetos de reajuste diretamente para a Câmara Municipal. De acordo com o texto, a Prefeitura reajustará em 5% o salário dos trabalhadores, o que, segundo o sindicato, ainda assim implica em uma perda salarial de 2,76% só no governo Edinho.

Durante os discursos de membros da diretoria do SISMAR em cima de um caminhão de som estacionado na Rua São Bento, foi feito uma votação onde foi pedido que levantassem as mãos as pessoas favoráveis aos documentos que serão protocolados nesta quarta-feira (15), que notificam a Câmara Municipal e a Prefeitura sobre a obrigatoriedade de ouvir os servidores no debate a respeito do PCCV (Plano de Carreiras, Cargos e Vencimentos). Os protocolos envolverão denúncia de prática antissindical, pedido de abertura de negociação do acordo coletivo, e pedido de abertura das audiências públicas e das negociações para o PCCV. Todos os presentes levantarão a mão, se posicionando a favor da decisão.

Segundo Luciano Fagnani, diretor do Sismar, a Prefeitura não está tratando o sindicato como deveria. “Não fez nenhum encaminhamento oficial do sindicato a respeito da data-base, do PCCV ou da pauta social”, explicou.

O diretor também falou sobre o comitê que aprovou toda a documentação que foi enviada para a Câmara.“A gente entende que o comitê não é legítimo para negociar nada referente à pauta econômica do trabalhador. Em função disso, a gente também entende que a administração municipal está cometendo um crime que a gente chama de prática antissindical, de não discutir com o sindicato e discutir com um comitê criado pela administração. Vamos encaminhar isso para o Ministério Público do Trabalho e pedir para tomar providências”, destacou.

Fagnani criticou ainda a atuação do prefeito Edinho no caso. “Ele alega que respeita o sindicato, mas ele fez uma reunião com o sindicato, não apresentou nada por escrito e simplesmente ficou dessa maneira. Ele discute com o comitê, mas não discute com o sindicato e não apresenta nada plausível para discutirmos com a categoria. A gente não trabalha dessa maneira. A gente fez o procedimento correto nas assembleias, foram várias assembleias, protocolamos na prefeitura e até agora não recebemos resposta oficial do Município”, completou.

Roger rebateu
O vereador Roger Mendes (Progressistas), em sua fala no Pequeno Expediente, rebateu o sindicalista dizendo que o comitê ao qual ele faz parte, tem sim legitimidade e realizou várias reuniões até chegar a decisão.

Aprovado por unanimidade
A proposta da prefeitura foi incluída na Ordem do Dia da Sessão Ordinária da Câmara e o substitutivo ao Projeto de Lei 170/2019 que institui o benefício denominado bônus alimentação, a ser pago mensalmente e o reajuste salarial proposto de 5% incidirá de uma só vez, foi aprovado por unanimidade.

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