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Brasil fecha mais empresas do que abre

Da redação O País voltou a registrar mais fechamento do que abertura de empresas em 2015. Assim como ocorreu em 2014, o saldo de empresas, medido pela diferença entre entradas e saídas do mercado, ficou negativo: as saídas totalizaram 713,6 mil empresas e as entradas somaram 708,6 mil. Os dados são do Cadastro Central de […]

Na região de Araraquara a crise continua gerando desemprego e fechamento de estabelecimentos comercias



Da redação

O País voltou a registrar mais fechamento do que abertura de empresas em 2015. Assim como ocorreu em 2014, o saldo de empresas, medido pela diferença entre entradas e saídas do mercado, ficou negativo: as saídas totalizaram 713,6 mil empresas e as entradas somaram 708,6 mil. Os dados são do Cadastro Central de Empresas (Cempre) referente a 2015, divulgado ontem pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Na região de Araraquara não é diferente, empresas estão despedindo e fechando as portas – muitas entraram com recuperação judicial.

Paralisação

Cerca de 100 funcionários da metalúrgica Iesa protestaram nessa segunda-feira (2) em frente à empresa. Cerca de 500 metalúrgicos estão sem pagamentos há cerca de três meses e os valores referentes ao Fundo de Garantia não são depositados há 6 anos.

De acordo com o Sindicato dos Metalúrgicos (SindiMetal), a greve teve início no último dia 25 de agosto. Na época foi feito um acordo entre os funcionários e a empresa dando um prazo para a metalúrgica acertar os valores até o final de setembro, mas o mesmo não foi respeitado.

Na manhã de ontem, os trabalhadores se concentraram na entrada da empresa e não permitiram que funcionários de outras três firmas que utilizam os barracões do complexo industrial entrassem para trabalhar. As negociações continuam.

Encolheu

Nos corredores comerciais de Araraquara é grande o número estabelecimentos fechados, também é notada uma renovação em um Índice menor. É grande o número de desempregados na cidade, inativos fazem filas para entregar currículos, caso da Beneficência Portuguesa, onde filas cercaram o quarteirão.

Havia no Brasil 4,6 milhões de empresas ativas que ocupavam 40,2 milhões de pessoas, sendo 33,6 milhões (83,6%) como assalariadas e 6,6 milhões (16,4%) na condição de sócio ou proprietário. Na comparação com 2014, houve ligeira redução de 0,1% no número de empresas, 5 mil a menos. O pessoal ocupado encolheu 3,9%, com extinção de 1,6 milhão de postos de trabalho, praticamente todo esse volume perdido entre as vagas assalariadas.

Entre as empresas sobreviventes na passagem de 2014 para 2015, houve aumento de participação do grupo que não possuía pessoas ocupadas, além de decréscimo na fatia das demais três faixas de ocupação, o que mostra que as empresas reduziram de tamanho, apontou o IBGE.

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