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Aeroporto Estadual de São Carlos é internacionalizado para manutenção de aeronaves



O aeroporto de São Carlos é o primeiro da rede do DAESP a receber operações internacionais. Ao longo da etapa de internacionalização, o processo passou pela análise e aprovação de quatro órgãos federais, os quais instalarão operações específicas no aeroporto para alfandegamento das aeronaves: Ministério da Agricultura, por intermédio do Sistema de Vigilância Agropecuária Internacional […]

Com a mudança, os custos operacionais no Brasil cairão em torno de 9%, aumentando assim a competitividade

Com a mudança, os custos operacionais no Brasil cairão em torno de 9%, aumentando assim a competitividade   Atendendo solicitação do Departamento Aeroviário do Estado de São Paulo – DAESP, a Agência Nacional de Aviação Civil expediu portaria designando como "aeroporto internacional" o Aeroporto Estadual Mario Pereira Lopes (São Carlos). A Portaria 3.988, de 01 de dezembro de 2017, foi publicada no Diário Oficial da União nessa quarta-feira (6), e autoriza o aeródromo a operar "serviços aéreos privados destinados à entrada ou saída de aeronaves procedentes do exterior ou a ele destinados, para serem submetidas à prestação de serviços de manutenção e reparo". O aeroporto de São Carlos é o primeiro da rede do DAESP a receber operações internacionais. Ao longo da etapa de internacionalização, o processo passou pela análise e aprovação de quatro órgãos federais, os quais instalarão operações específicas no aeroporto para alfandegamento das aeronaves: Ministério da Agricultura, por intermédio do Sistema de Vigilância Agropecuária Internacional (VIGIAGRO), a Agência Nacional de Vigilância Sanitária - ANVISA, a Receita Federal do Brasil e a Polícia Federal. A internacionalização eliminará a necessidade de nacionalização para voos "ferry" destinados ou originados em São Carlos, o que implicava na obrigatoriedade de mais um pouso em outro aeroporto internacional. Atualmente, a prestação de serviços de manutenção e reparos de aeronaves é a principal motivação para a operação de aeronaves de grande porte no aeroporto, uma vez que a LATAM mantém seu principal Centro de Manutenção de Aeronaves instalado em área contígua ao aeródromo. As operações internacionais aumentarão a competitividade do centro de manutenção brasileiro frente ao de outros países, já que os custos operacionais serão cerca de 9% mais baratos, levando-se em conta diárias, gastos com combustíveis, pousos e decolagens. Com custos menores, a expectativa da LATAM é ampliar a prestação de serviços de manutenção pela conquista de novos contratos também junto a outras companhias aéreas estrangeiras. O crescimento dessas atividades contribuirá para fortalecer ainda mais a posição da região de São Carlos e Araraquara como polo relevante da indústria aeronáutica brasileira. A região já é reconhecida pela formação de engenheiros e profissionais especializados, com cursos reconhecidos em universidades públicas (USP e UFSCar) e escolas técnicas, e conta com uma unidade industrial da Embraer instalada em Gavião Peixoto. O Aeroporto Estadual de São Carlos opera com aviação geral (executiva), além de atender empresas com foco na manutenção de aeronaves. Em 2016, foram registrados 1.156 embarques e desembarques e 2.138 pousos e decolagens, e de janeiro a outubro de 2017, 998 embarques e desembarques e 1.778 pousos e decolagens. A expectativa do DAESP é que o aeroporto receba o primeiro voo internacional em fevereiro de 2018. O aeródromo integra a rede do DAESP, que administra 21 aeroportos no Estado. Deste total, 15 atendem a aviação geral (executiva, táxi-aéreo e aerodesportivo) e seis operam com aviação regular (comercial).Atendendo solicitação do Departamento Aeroviário do Estado de São Paulo – DAESP, a Agência Nacional de Aviação Civil expediu portaria designando como “aeroporto internacional” o Aeroporto Estadual Mario Pereira Lopes (São Carlos). A Portaria 3.988, de 01 de dezembro de 2017, foi publicada no Diário Oficial da União nessa quarta-feira (6), e autoriza o aeródromo a operar “serviços aéreos privados destinados à entrada ou saída de aeronaves procedentes do exterior ou a ele destinados, para serem submetidas à prestação de serviços de manutenção e reparo”.

O aeroporto de São Carlos é o primeiro da rede do DAESP a receber operações internacionais. Ao longo da etapa de internacionalização, o processo passou pela análise e aprovação de quatro órgãos federais, os quais instalarão operações específicas no aeroporto para alfandegamento das aeronaves: Ministério da Agricultura, por intermédio do Sistema de Vigilância Agropecuária Internacional (VIGIAGRO), a Agência Nacional de Vigilância Sanitária – ANVISA, a Receita Federal do Brasil e a Polícia Federal.

A internacionalização eliminará a necessidade de nacionalização para voos “ferry” destinados ou originados em São Carlos, o que implicava na obrigatoriedade de mais um pouso em outro aeroporto internacional. Atualmente, a prestação de serviços de manutenção e reparos de aeronaves é a principal motivação para a operação de aeronaves de grande porte no aeroporto, uma vez que a LATAM mantém seu principal Centro de Manutenção de Aeronaves instalado em área contígua ao aeródromo.

As operações internacionais aumentarão a competitividade do centro de manutenção brasileiro frente ao de outros países, já que os custos operacionais serão cerca de 9% mais baratos, levando-se em conta diárias, gastos com combustíveis, pousos e decolagens. Com custos menores, a expectativa da LATAM é ampliar a prestação de serviços de manutenção pela conquista de novos contratos também junto a outras companhias aéreas estrangeiras.

O crescimento dessas atividades contribuirá para fortalecer ainda mais a posição da região de São Carlos e Araraquara como polo relevante da indústria aeronáutica brasileira. A região já é reconhecida pela formação de engenheiros e profissionais especializados, com cursos reconhecidos em universidades públicas (USP e UFSCar) e escolas técnicas, e conta com uma unidade industrial da Embraer instalada em Gavião Peixoto.

O Aeroporto Estadual de São Carlos opera com aviação geral (executiva), além de atender empresas com foco na manutenção de aeronaves. Em 2016, foram registrados 1.156 embarques e desembarques e 2.138 pousos e decolagens, e de janeiro a outubro de 2017, 998 embarques e desembarques e 1.778 pousos e decolagens. A expectativa do DAESP é que o aeroporto receba o primeiro voo internacional em fevereiro de 2018.

O aeródromo integra a rede do DAESP, que administra 21 aeroportos no Estado. Deste total, 15 atendem a aviação geral (executiva, táxi-aéreo e aerodesportivo) e seis operam com aviação regular (comercial).

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