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A luta em favor da liberação da fosfoetanolamina continua

Mesmo com negação do Supremo para liberação da fosfoetanolamina, manifestantes dizem não desistir da liberação

Célia Pires
No último domingo foi realizado em Américo Brasiliense, em frente à Furp, uma manifestação que acabou virando um encontro da vida, pois foi feita por pacientes que têm câncer e que estão na luta em busca da cura através da chamada pílula do câncer, a fosfoetanolamina sintética, substância também chamada de pílula do câncer e uma promissora arma contra a doença. A informação é do comerciante Agnaldo de Carvalho, 42, cujo pai de 64 anos tem câncer de pulmão. “Descobrimos a doença do meu pai há um ano e dois meses e desde então a gente vem lutando para que ele se restabeleça”.
Ele conta que ficou sabendo da fosfoetanolamina, através da prisão de um médico de Pomerode, Santa Catarina, que fornecia a ‘fosfo’ de graça às pessoas com câncer, que por sua vez, relatavam melhoras. “Esse médico disse que havia aprendido com o Dr. Gilberto da Usp de São Carlos. Foi uma luta até chegarmos a falar com o pesquisador Gilberto Chierice que está tão pertinho da gente. Um professor de química da USP chegar e falar para você que tem a cura do câncer”.
Quanto a manifestação Agnaldo conta que o público, mais de 400 pessoas vindas de várias regiões, como Bauru, São Simão, São José do Rio Preto, e inclusive Anati, uma das maiores ativistas pela causa, fizeram o ato no domingo, com a esperança de que a determinação do Supremo Tribunal Federal fosse ser positiva para a liberação, mas o que acabou acontecendo é que o mesmo jogou um balde de água fria nessa esperança, pois foi contra o tratamento.
Ele se indigna ao dizer que somente neste ano o Inca, Instituto do Câncer, prevê que mais de 600 mil pessoas vão ter a doença no país. “Imagina quanta gente depende de quimioterapia e o quanto isso é custoso, sendo que já existe a referida pílula cuja eficácia já foi comprovada. Depois de tantos meses na briga essa notícia de que não vai sair a liberação. Com isso, a gente acaba acreditando que existe um lobby médico-farmacêutico muito grande tentando barrar isso. Uma pílula que custa dez centavos! Imagina quantos bilhões eles não iriam perder em remédios para a quimioterapia e radioterapia. Isso é o que mais me revolta!”
Depois dessa manifestação e da recusa do Tribunal, Agnaldo diz que não sabe qual o próximo passo. “Nós já entramos com uma ação judicial em outubro do ano passado, mas o Tribunal de Justiça de São Paulo cassou todas as liminares. Ai entramos no Supremo e temos a notícia de que o mesmo não vai liberar tão facilmente. Agora a gente vai ver o que vai acontecer agora, enquanto isso, as pessoas vão morrendo. Para se ter uma ideia, uma das iniciativas da manifestação ocorrida no final de semana foi que três pessoas que haviam participado de outros movimentos a favor da liberação da fosfoetanolamina havia morrido por conta do câncer.
Agnaldo diz que diante da decisão do Supremo eles ainda não sabem qual será o próximo passo a ser dado. “A gente só sabe que não pode desistir”.

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