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A fé e a caridade

Em 1865, a imprensa francesa tomou conhecimento de uma crônica elaborada pelo célebre pensador francês, Pascal. Afirmou em sua famosa homilia que a felicidade na Terra dependia de qualidades que o ser humano teria que ainda desenvolver, não sob o jugo da falsidade das palavras, mas sim pelo pulsar do íntimo do coração e da […]

Em 1865, a imprensa francesa tomou conhecimento de uma crônica elaborada pelo célebre pensador francês, Pascal. Afirmou em sua famosa homilia que a felicidade na Terra dependia de qualidades que o ser humano teria que ainda desenvolver, não sob o jugo da falsidade das palavras, mas sim pelo pulsar do íntimo do coração e da alma. Disse Pascal que se os homens amassem reciprocamente, as desgraças desta vida seriam eliminadas.. Mas para isso os homens deveriam se livrar da couraça que envolve os corações, a fim de torná-los mais permeáveis ao sofrimento do próximo. Destacou ainda que essa qualidade que faltava aos homens era a caridade em seu mais amplo sentido. A caridade da boa vontade, do sorriso, da gentileza, da gratidão, da ajuda ao próximo em todos os sentidos e inclusive de bens materiais. Pascal considerava que a maior de todas as caridades era a distribuição das qualidades que todo espírito deve ter na alma. Mas não deixou de ressaltar os bens materiais.
O egoísmo é a negação da caridade. Numa fase de violência como a que estamos vivendo, Pascal se destaca, pois para ele sem a caridade não há tranquilidade social. E enfatizou: não há segurança. Com o egoísmo e o orgulho, que andam de mãos dadas, essa vida será sempre uma corrida favorável ao mais esperto, uma luta pelos interesses materiais, em que as mais santas afeições são calcadas aos pés, em que nem mesmo os sagrados laços de família são respeitados.
O pensador francês destacou que a caridade não pode ficar alheia à fé. Podeis encontrar impulsos generosos entre as pessoas sem religião-escreveu ele- mas essa caridade austera, que só pode ser exercida pela abnegação, pelo sacrifício constante e livre de todo interesse egoísta é a que tem que ser prevalecida em todas as religiões. Os homens cometem uma grande ilusão, quando pretendem ocupar-se apenas da sua felicidade através de falsos princípios.
Se vivesse nos dias de hoje, provavelmente Pascal poderia repetir as mesmas palavras, porque o mundo continua repleto de egoísmos. Exige-se a felicidade, e poucos são aqueles que querem verdadeiramente dar felicidade. O homem pode conquistar a felicidade, e muitos o tem feito. Mas para evitar as desgraças das desilusões, basta ter em mente que neste mundo de provações, a verdadeira alegria está na felicidade conquistada com amor e sabedoria.
A coletividade humana só vai avançar quando aprender a fazer concessões e sacrifícios mútuos. Em suma, aprender que o perdão é a palavra chave para evitar dissenções, revoltas e guerras entre os povos.

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