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Xadrez entra no radar de investimentos esportivos do governo federal



Segundo ministro, intenção é massificar conhecimento pelo esporte

Xadrez entra no radar de investimentos esportivos do governo federal

Luiz Eduardo Fonseca, de 12 anos, sempre foi um desafio para a sua mãe, Janaína Chaves. Deficiente visual de nascença, ele era muito ansioso e intempestivo. No cotidiano, contestava qualquer sugestão ou ordem e tinha dificuldades em reconhecer autoridade e responsabilidade. “Fizemos terapia por aproximadamente dois anos e quase foi dado o diagnóstico de Transtorno Opositivo Desafiador”, contou a mãe. O cenário mudou quando o jovem foi apresentado ao xadrez. Luiz Eduardo conseguiu canalizar seu potencial na mistura entre tabuleiro, cronômetro, rainhas, reis, cavalos, bispos e torres.

“O xadrez para mim significa conhecer novas pessoas, melhorar sempre o raciocínio e viajar bastante”.

Convidado por mestres a desenvolver suas habilidades no esporte passou a disputar torneios com outros deficientes e mesmo atletas sem limitação visual. Aprendeu estratégias, estudou aberturas e momentos específicos do jogo e hoje viaja para vários cantos do país. “Ele ainda é resistente ao ‘não’, mas não tem mais a intempestividade de antes. O xadrez foi um presente na nossa vida”, celebrou Janaína.

Classificado na categoria de esportes da mente, o xadrez vai passar a ter atenção estratégica do governo federal. A sinalização foi dada pelo ministro da Cidadania, Osmar Terra, na Cerimônia de Abertura do Aberto do Brasil Terra Viva, em Brasília. “O xadrez vai entrar para a prioridade dos esportes brasileiros. Vai ter aporte de recursos públicos. É um esporte que desenvolve habilidades matemáticas, aprimora o raciocínio lógico, auxilia a pessoa a prever acontecimentos e a ter soluções para problemas. É completo nesse aspecto, porque também ajuda na formação de disciplina, na focalização”, enfatizou o ministro.

De acordo com Osmar Terra, a intenção é ajudar a massificar a prática e a ampliar a qualidade dos praticantes. “Queremos estimular nas escolas, nos municípios, nos estados. Incentivar campeonatos nacionais para termos uma massa crítica, uma quantidade maior de atletas. Embora já tenhamos um xadrez de primeiro mundo, podemos fazer mais.”

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