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Presidente da Ferroviária fala sobre regulamento do Paulistão

Carlos André de Souza
Muitos rumores sobre o Paulistão 2016 ventilam todos os dias, principalmente sobre a possibilidade de uma mudança no regulamento que faria com que seis equipes caíssem para a Série A2 de 2017, ao invés de quatro times, como é tradicionalmente previsto. A ideia seria com o intuito de deixar a competição com 16 clubes dentro de dois anos.
O presidente da Ferroviária, Carlos Salmazo, analisou a questão e revelou que se posiciona contra essas mudanças. “Existe realmente esse comentário. A negociação com a televisão tem várias opções e uma delas é essa. A primeira opção seria continuar da forma que está e uma opção, mais inovadora, seria essa de diminuir os times para o valor financeiro ser mais compensador. Estamos nos posicionando contra, porque achamos que o futebol do interior tem que se valorizado. Se você tirar duas vagas da Série A1, você vai tirar essas vagas do interior, pois dificilmente cairá uma equipe da capital. Então somos contra, a não ser que nos apresentem uma estratégia diferente que nos convença”, salientou o dirigente.
Segundo ele, essa iniciativa não seria capaz de melhorar o nível da competição. “A qualificação tem que vir para o público, audiência, torcedor, mas acho que o aporte financeiro é que qualifica os clubes e melhora a qualidade das contratações e da preparação, e não diminuir o número de clubes”, acrescenta Salmazo, que vem marcando presença quase que semanalmente na sede da Federação Paulista de Futebol.
Outro motivo de preocupação explanado pelo presidente da Ferroviária é a situação financeira do time, que segundo ele não está tranquila. “Nós temos ainda alguns débitos a serem saldados. Tivemos algumas perdas de receita e tentamos compensar essas perdas com a não participação na Copa Paulista. Isso diminui bastante, mas em compensação, com a montagem do sub-15, sub-17 e sub-20, estamos aumentando despesas correntes com viagem alimentação, além de dívidas trabalhistas. As despesas continuam altas e estamos administrando no dia-a-dia. Não estamos em uma situação absolutamente tranquila, mas a diminuição é paulatina, é gradual e não é rápida. Esperamos chegar em outubro com a situação estabilizada”, destacou.
Por ocupar uma vaga na elite do futebol paulista, a Ferroviária receberá uma verba maior da FPF para a disputa da competição, algo que giraria em torno de dois ou três milhões de reais, valor que ainda não foi divulgado. Carlos Salmazo ressalta que existe o risco do time precisar utilizar parte do dinheiro para quitar dívidas, ao invés de investir na montagem do elenco. “Existe esse risco, mas espero que não seja necessário. Existe a retaguarda dos parceiros, portanto a princípio esse é um dinheiro que seria intocável. Felizmente temos nossas parcerias. Nós conseguiríamos estruturar um elenco em parceria com o Atlético-PR, por exemplo, e com isso não teríamos despesas com salário. Foi assim com Rodolfo, Roberto e Tiago Adan. Com a Ferroviária na A1, o investimento deles será maior. Isso nos coloca em vantagem em relação aos concorrentes do mesmo nível, então não teríamos toda a cota para gastar com isso”, completa.
O presidente admite que considera difícil trazer o técnico Milton Mendes de volta à Ferroviária, o que seria um pedido da torcida, mas não considera impossível. “A evolução do Milton no Atlético-PR e a forma como está conduzindo sua carreira deixa esse panorama mais difícil. Não temos técnicos no nível do Milton, com a preparação que ele fez na Europa. Por isso imagino que ele vá para um outro time grande, de destaque. Tem muitos times grandes com instabilidade de treinadores e ele pode aparecer como opção nesses clubes. Mas se ele continuar no Atlético, certamente vamos pedir para o presidente Petraglia para liberá-lo para cá”, assegura.
Outro nome muito comentado entre os torcedores é o do atacante Grafite, que no mês passado retornou do Oriente Médio para defender o Santa Cruz (PE), mas Salmazo diz que para trazer um jogador consagrado como ele, seria necessário conseguir uma parceria capaz de bancar todo o investimento.
Por outro lado, a Ferroviária já assegurou a permanência de alguns atletas que se destacaram na Série A2 deste ano, como os zagueiros Alcides, Patrick e Luan, os volantes Renato Xavier e Milton Júnior, além do meia Alan Mineiro. “Já pedimos ao Departamento de Inteligência de Futebol do Atlético a vinda do Rodolfo e do Roberto para o ano que vem, então existe a expectativa de que retornem. O Paulo Henrique também já nos procurou, quer voltar e aos poucos vamos acertando bons nomes para o elenco”, garante o dirigente.
Outra ideia que promete ajudar a Ferroviária a melhorar sua receita em 2016 é aproveitar a integração do time na Série A1 para atrair mais sócios-torcedores. “Já pedimos à empresa que faça um projeto para a A1. A curto prazo vamos colocar na praça e esperamos realmente a adesão do nosso torcedor. Isso gera uma expectativa muito forte de arrecadação para nós”, finaliza.

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